Lista de habilidades de citas

• Completar la lista de verificación de habilidades para la atención médica todos los años • Establecer metas para las habilidades que desea mejorar • Practicar las habilidades en su casa y en ámbitos de la vida real. Solicitar a su médico hojas de infor-mación que le ayuden a desarrollar las siguientes habilidades: Lista de habilidades de asistente médico. Habilidades administrativas en el campo médico Estas habilidades muestran sus habilidades con las prácticas administrativas relacionadas con la medicina que son típicas en consultorios médicos. También demuestran su comprensión del campo médico, las regulaciones actuales y las prácticas de seguro. En el artículo de hoy, hemos preparado una lista con las 14 habilidades sociales principales para tener éxito en tus relaciones y en tu vida. ¡Empecemos! 1. Escucha activa. Hay una gran diferencia entre escuchar y oír. Saber escuchar es muy importante en la comunicación con otras personas y, aunque no siempre nos demos cuenta, en ocasiones ... Las habilidades motrices básicas son el conjunto de movimientos más sencillo que el cuerpo humano puede ejecutar.Se agrupan aquí las acciones de gatear, mantenerse de pie, empujar, correr y lanzar objetos, entre otras. Este tipo de habilidades involucran el movimiento de los músculos largos de todo el cuerpo. Artículos de opinión Citas de GENIOS Cortometrajes Educativos Daniel Goleman Dilemas pedagógicos Dinamicas Dr. Mario Alonso Puig Eduard Punset Emilio Duró Habilidades sociales en la educación Innovación y desarrollo organizativo (IDO) Libros Motiva-T Notas inspiradoras Pacto pedagógico Pedagogía Películas recomendadas Recomendaciones ... Las habilidades de liderazgo marcan la diferencia en la lucha por el posicionamiento empresarial en el mercado. Un estudio de The Harvard Business Review encontró que una de las claves más importantes para determinar el éxito de una empresa se encuentra en la capacidad de colaboración de sus equipos. “A medida que un negocio se vuelve cada vez más global y transversal, los silos ... Se debe dejar un margen de 1.3 cm a partir de la segunda línea de cada referencia. Ejemplo de una lista de referencias siguiendo las directrices que marca la APA. Lista de Referencias. Buendía, A. (2005). A propósito de las cardiopatías congénitas. Archivos de Cardiología de México, 75(4), 387-388. Flores, A. (1999). La visa de no inmigrante O-1 es para personas que poseen habilidades extraordinarias en las ciencias, artes, educación, negocios o atletismo, o han demostrado un récord de logros extraordinarios en la industria de películas o industria televisiva y han sido reconocidos nacional e internacionalmente por esos logros. Frases De Habilidades Sociales . La siguiente es una lista de Frases de Habilidades Sociales. También puedes conocer otras categorías y temáticas de frases. Cuando la gente hable, escucha completamente. La mayoría de la gente nunca escucha. Utilice esta lista de habilidades de afrontamiento positivas para identificar nuevas estrategias para explorar a ser más resistente en el frente a los desafíos. A continuación, mira la lista de las estrategias de supervivencia negativas para buscar artículos para reemplazar con habilidades de afrontamiento más positivos.

A Carreira de Ederson Moraes em Números

2020.08.17 06:41 futebolstats A Carreira de Ederson Moraes em Números

Quando cita-se um dos melhores goleiros da atualidade, o nome de Ederson Moraes que atualmente joga pelo Manchester City da Inglaterra e também joga pela Seleção Brasileira, deve ser levado em conta.
Ederson Lúcio Santana de Moraes nasceu em 17/08/1993 em Osasco, região metropolitana de São Paulo. Antes de ser o arqueiro – goleiro – do Manchester City, Ederson teve passagens por clubes de Portugal. Porém, o que mais se sabe sobre a carreira dele? Por quais clubes atuou? Quais feitos atingiu até aqui na sua carreira?

Juvenil

Antes de chegar onde chegou, Ederson Moraes iniciou a sua carreira como goleiro na base do São Paulo Futebol Clube em 2006 e ficou por lá até no ano de 2009. Foi aprovado especificamente no dia 5 de novembro de 2006, de acordo com uma ficha guardada por Luiz Batista da Silva Júnior que é popularmente conhecido como Luizinho. Ele era o preparador de goleiros da base do São Paulo naquela época.Neste mesmo ano (2006), Luizinho chegou a treinar Rogério Ceni por um curto período de tempo.
Naquela época, o então garoto de 13 anos – Ederson – impressionou nos treinos em Cotia e curiosamente, Luizinho relatou que Ederson era zagueiro em uma escolinha de futebol em Osasco e ele foi indicado por Toninho, antes avaliador técnico.
Luizinho foi preparador de Ederson na categoria sub-15 do São Paulo. Quando o então garoto subiu para o time sub-17, encontrou concorrentes mais evoluídos fisicamente. À época, ele tinha 1,75 m de altura e apenas 56 kg, segundo dados da ficha e por esta razão, não conseguiu espaço e acabou saindo do São Paulo. Depois de alguns meses, foi para o Sport Lisboa e Benfica de Portugal.
Observação: trecho retirado do site do Globo Esporte

Benfica

Categorias de Base

Mesmo tendo passado na base do São Paulo, como já foi dito acima, Ederson foi dispensado do clube e quando tudo parecia perdido, a oportunidade de alavancar a sua carreira surgiu do outro lado do Oceano Atlântico.
Longe de casa e da família, passou por dificuldades, mas as superou e em 2011, aos 18 anos, jogou 10 partidas pela equipe sub-19 do Benfica e ainda no mesmo ano, para dar sequência ao jovem arqueiro, a equipe lisboeta – Benfica – o emprestou para um clube que disputava a 3ª divisão do futebol português naquela época.

A Carreira de Ederson em Números

Ribeirão

2011-12

Para Ederson ganhar “rodagem”, o Benfica o emprestou para o Grupo Desportivo Ribeirão, clube que disputava a 3ª divisão do futebol português e assim sendo, em 28 de agosto de 2011, o jovem goleiro de 18 anos recém-completados fez a sua estreia como profissional em partida válida pela 1ª fase da Taça de Portugal, a qual o Ribeirão empataram em 0-0 com o Pontassolense e nas penalidades, o Pontassolense levou a melhor e venceu por 5-3.
Em 04/09/2011, na estreia do Ribeirão na 3ª divisão nacional, empate em 1-1 com o Marítimo B. Posteriormente, em 22 de abril de 2012, Ederson fez o seu último jogo com a camisa do Ribeirão, ao qual perdeu para o Varzim por 1-0.
Em suma, na sua 1ª temporada como profissional, Ederson Moraes disputou 30 jogos, sofreu 30 gols e não sofreu gols em 9 jogos; média de 1 gol sofrido por partida. Quanto ao Ribeirão, somou 44 pontos em 30 rodadas e terminou em 7º lugar na Zona Norte da 3ª divisão do futebol português e com isso, não se classificou para os play-offs e com isso, teve de amargar mais uma temporada na 3ª divisão nacional.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2011-12
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Pd – Partidas disputadas, Gs – Gols sofridos, Jssg – Jogos sem sofrer gols, CA – Cartões amarelos, CV – Cartões vermelhos e Mj – Minutos jogados

Rio Ave

2012-13

Na janela de verão de 2012, Ederson ganhou a chance de jogar por uma equipe da Primeira Liga – 1ª divisão do futebol português – e esta equipe era o Rio Ave.
À esquerda Ederson Moraes e à direita Jan OblakEm 18 de agosto de 2012, na estreia do Rio Ave na Primeira Liga 2012-13, Nuno Espírito Santo – técnico do Rio Ave naquela época – escalou Ederson como titular e esta foi uma estreia para se esquecer, pois os Vilacondenses – Rio Ave – perdeu para o Marítimo por 1-0. Na rodada seguinte, Jan Oblak foi o goleiro titular do time e daí em diante, foi efetivado como o titular da equipe e no primeiro jogo do arqueiro esloveno como titular, o Rio Ave venceu o Sporting por 1-0 fora de casa.
Embora tenha perdido o posto de titular para Oblak na Primeira Liga, na Taça de Portugal e na Taça da Liga, Ederson era o goleiro titular e das duas competições nas quais ele foi o titular, destaque para a Taça da Liga onde o Rio Ave chegou até as semifinais e foi eliminado pelo Porto por 4-0. Ainda convém lembrar que Oblak foi expulso aos 9 minutos do segundo tempo e mesmo com a entrada de Ederson na equipe, isso desestabilizou os Vilacondenses.
Em suma, na sua 1ª temporada como goleiro dos Vilacondenses, Ederson disputou 8 partidas, sofreu 14 gols e só não foi “vazado” em um jogo; média de 1,75 gols sofridos por partida. Quanto ao Rio Ave, terminou o Campeonato Português em 7º lugar, chegou até a semifinal da Taça da Liga e foi eliminado na 4ª fase da Taça de Portugal.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2012-13
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2013-14

Mesmo com o retorno de Jan Oblak ao Benfica, o Rio Ave foi atrás de outro goleiro e trouxe o francês Romain Salin e no início, Nuno Espírito Santo escalava o arqueiro francês como titular e assim sendo, somente em 20 de outubro de 2013, em confronto válido pela 3ª fase da Taça de Portugal contra o Esperança Lagos é que o goleiro brasileiro teve a sua primeira chance como titular e no seu primeiro jogo da temporada, o Rio Ave venceu o Esperança Lagos por 3-0.
Em 03/11/2013, em jogo da 9ª rodada da Primeira Liga, Ederson entrou no lugar de Romain Salin ainda aos 25 minutos do primeiro tempo e com ele em campo, a equipe vilacondense venceu o Braga por 1-0. Ainda assim, Nuno Espírito Santo escalou o arqueiro francês como titular na partida seguinte e em 01/12/2013, o técnico o escalou pela primeira vez como titular em um jogo do Campeonato Português, ao qual o Benfica venceu o Rio Ave por 3-1, porém mesmo tendo levado 3 gols na sua estreia como titular, o técnico bancou a permanência dele como titular para o restante dos jogos da equipe vilacondense na Primeira Liga 2013-14.
Posteriormente, o Benfica e o Rio Ave voltaram a se encontrar em duas finais; da Taça de Portugal e da Taça da Liga sendo que na final da primeira competição, Ederson foi o goleiro titular e mesmo assim, derrota por 1-0 para os Encarnados (Benfica). Na verdade, o Benfica levou a melhor nas duas ocasiões.
Em suma, na sua 2ª temporada como goleiro dos Vilacondenses, Ederson Moraes disputou 28 partidas, sofreu 27 gols e não foi vazado em 13 jogos; média de 0,96 gols sofridos por partida. Quanto ao Rio Ave, além de ser o vice-campeão da Taça da Liga e da Taça de Portugal, terminou o Campeonato Português em 11º lugar.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2013-14
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2014-15

Com o término da temporada 2013-14, Nuno Espírito Santo deixou o comando do Rio Ave para assumir o comando do Valencia da Espanha e para o seu lugar, a equipe vilacondense apostou em Pedro Martins. Mesmo com a mudança de treinador, Ederson iniciava essa temporada como reserva, desta vez de outro goleiro brasileiro, Cássio Albuquerque.
Em 24 de setembro de 2014, no primeiro confronto da eliminatória da Taça da Liga contra o Chaves, Pedro Martins escalou Ederson como o goleiro titular pela primeira vez nessa temporada e nessa ocasião, Rio Ave e Chaves empataram em 1-1. Posteriormente, no segundo confronto entre as duas equipes em novembro, Ederson viu do banco as duas equipes empatarem em 0-0 e nos pênaltis, a equipe vilacondense se classificou para a fase de grupos da Taça da Liga ao bater o Chaves por 4-2 nas penalidades.
Ainda no mesmo ano (2014), Pedro Martins escalou o jovem goleiro brasileiro de 21 anos como titular em mais 6 partidas.
Em 1 de fevereiro de 2015, em jogo da 19ª rodada da Primeira Liga, Ederson jogou diante do Estoril como titular e deste jogo em diante, passou a ser o goleiro titular do Rio Ave. Quanto ao resultado dessa partida, vitória da equipe vilacondense por 2-1 sobre o Estoril.
Em 23/05/2015, em confronto válido pela última rodada (30ª) da Primeira Liga, o jovem arqueiro brasileiro de 21 anos jogou a sua última partida pelo Rio Ave, a qual a equipe vilacondense perdeu para o Sporting por 1-0 em pleno Estádio dos Arcos (estádio do Rio Ave).
Em suma, na sua última temporada com a camisa dos Vilacondenses, Ederson disputou 28 jogos, sofreu 33 gols e não foi vazado em 7 partidas; média de 1,17 gols sofridos por partida. Quanto ao Rio Ave, chegou até as semifinais da Taça de Portugal, foi eliminado na fase de grupos da UEFA Europa League e da Taça da Liga e alem disso, terminou o Campeonato Português em 10º lugar.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2014-15
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Benfica

2015-16

Após passagens por Ribeirão e Rio Ave respectivamente, em 27 de junho de 2015, Ederson foi reintegrado ao Benfica. Então, em julho do mesmo ano (2015), assinou oficialmente um contrato de 5 anos com o clube lisboeta em um acordo de 500 mil euros e além disso, o Benfica definiu uma cláusula de liberação no valor de 45 milhões de euros (cerca de 199,7 milhões de reais). Ainda é importante mencionar que o Rio Ave manteria 50% dos direitos econômicos do próximo goleiro.
No início dessa temporada (2015-16), Ederson era a segunda opção de Rui Vitória – técnico do Benfica naquela época -, pois o arqueiro titular dos Encarnados era o compatriota Júlio César e com isso, antes da sua primeira oportunidade pela equipe principal do Benfica, o jovem goleiro de 21 anos jogou 4 partidas da Segunda Liga – 2ª divisão do futebol português – pela equipe B dos Encarnados.
Em 21/11/2015, em confronto válido pela 4ª fase da Taça de Portugal, Ederson recebeu o seu primeiro e único cartão vermelho da carreira e o pior é que ele não estava jogando, pois é, mesmo no banco de reservas foi expulso. Quanto ao resultado da partida, o Benfica perdeu para o Sporting por 2-1 na prorrogação e com isso, os Encarnados deram adeus as chances de conquistar o seu 26º título dessa competição.
Em 29/12/2015, na estreia do Benfica na fase de grupos da Taça da Liga, Rui Vitória escalou Ederson como titular pela equipe principal pela primeira vez e no primeiro jogo como titular, o Benfica venceu o Nacional da Madeira por 1-0.
Em 5 de março de 2016, em jogo da 25ª rodada da Primeira Liga, Ederson voltou a ganhar uma chance como titular devido a uma lesão de Júlio César e no seu primeiro jogo nesse ano (2016) como titular, o Benfica venceu o “Dérbi de Lisboa” – clássico entre Benfica e Sporting – por 1-0. Com este resultado, os Encarnados assumiram a liderança da Primeira Liga 2015-16 e desde então, o jovem goleiro de 22 anos passou a ser o goleiro titular do time.
Em 05/04/2016, no primeiro confronto das quartas de final da UEFA Champions League (Liga dos Campeões) contra o Bayern de Munique da Alemanha fora de casa, a equipe alemã venceu o clube lisboeta por apenas 1-0. Convém lembrar que o time alemão costumava golear os seus adversários jogando na Allianz Arena sendo que na fase de grupos, aplicou 3 goleadas lá e o Benfica conseguiu levar apenas 1 gol. Posteriormente, as duas equipes empataram em 2-2 no segundo confronto e com isso, o Bayern avançou para a fase seguinte dessa edição da Liga dos Campeões.
Em suma, na sua 1ª temporada como goleiro dos Encarnados, Ederson Moraes disputou 22 jogos, sofreu 18 gols e não foi vazado em 9 partidas; média de 0,81 gols sofridos por partida. Quanto ao Benfica, foi campeão da Taça da Liga e da Primeira Liga, chegou até as quartas de final da Liga dos Campeões e foi eliminado na 4ª fase da Taça de Portugal.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2015-16
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2016-17

Apesar de ter feito uma excelente temporada 2015-16, no primeiro jogo do Benfica nessa temporada em 7 de agosto de 2016, Rui Vitória escalou Júlio César como titular e os Encarnados venceram o Braga por 3-0 e com isso, sagraram-se campeões da Supertaça Cândido de Oliveira (Supercopa de Portugal).
Em 13/09/2016, na estreia do Benfica na fase de grupos da UEFA Champions League 2016-17, Ederson voltou a ser o goleiro titular, porém no seu primeiro jogo como goleiro titular nessa temporada, o clube lisboeta e o Besiktas da Turquia empataram em 1-1 no Estádio da Luz, em Lisboa (estádio do Benfica).
Em 24/09/2016, em jogo da 6ª rodada da Primeira Liga, o camisa 1 dos Encarnados voltou a ser escalado como titular. Quanto ao resultado do jogo, o Benfica venceu o Chaves por 2-0 fora de casa e desde então, passou a ser o “guarda-redes” – goleiro – titular dos Encarnados.
Em 28 de maio de 2017, em confronto válido pela final da Taça de Portugal, Ederson jogou a sua última partida com a camisa dos Encarnados no triunfo por 2-1 sobre o Vitória de Guimarães e com isso, pela 26ª vez, o Benfica se sagrava campeão da Taça de Portugal.
Em suma, na sua 2ª e última temporada como arqueiro do clube lisboeta, Ederson Moraes disputou 40 jogos, sofreu 27 gols e não foi vazado em 24 partidas; média de 0,67 gols sofridos por partida. Quanto ao Benfica, além de ter sido campeão da Supertaça Cândido de Oliveira e da Taça de Portugal, também foi o campeão da Primeira Liga 2016-17, porém chegou até a semifinal da Taça da Liga e foi eliminado nas oitavas de final da Liga dos Campeões.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2016-17
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Títulos que conquistou no Benfica - Primeira Liga2015-16 e 2016-17 - Taça de Portugal2016-17 - Taça da Liga2015-16 - Supertaça Cândido de Oliveira2016
- O vídeo abaixo mostra algumas das melhores defesas de Ederson com a camisa do Benfica - Este vídeo foi publicado no YouTube em 3 de abril de 2017por The best sports

Manchester City

2017-18

Ederson sendo apresentado como o mais novo reforço do Manchester CityEm 1º de junho de 2017, o Benfica anunciou que Ederson era goleiro do Manchester City da Inglaterra, estima-se que os Cityzens – Manchester City – desembolsaram 35 milhões de libras/40 milhões de euros (cerca de 170,2 milhões de reais) para contratar o arqueiro brasileiro. Na época, essa transferência fez dele o 2º goleiro mais caro da história – atualmente é o 4º goleiro mais caro de todos os tempos – depois de Gianluigi Buffon (33 milhões de libras/52 milhões de euros). Posteriormente, Alisson Becker do Liverpool (€ 75 milhões) e Kepa Arrizabalaga do Chelsea (€ 80 milhões) superaram ele e o Buffon. Além disso, a transferência de Ederson igualou-se a de Axel Witsel como a maior taxa que um clube já pagou por um jogador do Benfica.
Ederson foi imediatamente escolhido por Pep Guardiola – técnico do Manchester City – como o primeiro goleiro e com isso, Claudio Bravo passou a ser o segundo arqueiro e assim sendo, em 12/08/2017, na estreia do Manchester City na Premier LeagueCampeonato Inglês – dessa temporada, o goleiro brasileiro jogou a sua primeira partida pelo seu novo clube, a qual os Cityzens venceram o Brighton por 2-0 no AMEX Stadium (estádio do Brighton).
Em 09/09/2017, em jogo da 4ª rodada da Premier League, em um lance da partida, em uma disputa de bola, Ederson levou um chute no rosto de Sadio Mané e após o fim do primeiro tempo, foi substituído por Bravo. O resultado disso tudo: Ederson levou 8 pontos e Mané foi expulso pelo árbitro John Moss e acrescenta-se a isso, o atacante senegalês foi suspenso por 3 partidas. Quatro dias depois, o Manchester City debutou na fase de grupos da UEFA Champions League contra o Feyenoord da Holanda. A novidade dessa partida foi que o arqueiro brasileiro teve de usar uma proteção igual a que o ex-goleiro Petr Čech – ex-Arsenal e Chelsea – usava. Quanto ao resultado do jogo, os Cityzens venceram a equipe holandesa por 4-0.
Em suma, na sua 1ª temporada com a camisa dos Cityzens, Ederson Moraes disputou 45 partidas, sofreu 36 gols e não foi vazado em 21 jogos; média de 0,8 gols sofridos por partida. Ainda convém lembrar que o brasileiro foi o segundo goleiro que mais vezes saiu de campo sem sofrer gols (16 jogos sem sofrer gols), ficando atrás apenas de David De Gea do Manchester United (18 jogos sem sofrer gols). Quanto ao Manchester City, foi campeão da Premier League e da Copa da Liga Inglesa, no entanto, chegou até as quartas de final da Liga dos Campeões e foi eliminado nas oitavas de final da Copa da Inglaterra.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2017-18
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2018-19

Em 12 de agosto de 2018, na estreia dos Cityzens nessa edição da Premier League, Ederson saiu de campo sem ser vazado, pois o Manchester City venceu o Arsenal por 2-0. Na rodada seguinte, em 19/08/2018, Ederson se tornou o primeiro goleiro a prover uma assistência na história da Premier League quando o seu chute da saída do gol chegou até Sergio Agüero e o atacante marcou o primeiro gol da goleada por 6-1 sobre Huddersfield Town.
Ao final dessa temporada, Ederson foi incluído na Seleção da Premier League e além disso, na sua 2ª temporada como goleiro dos Cityzens, Ederson disputou 55 jogos, sofreu 38 gols e saiu de campo sem ser vazado em 28 ocasiões; média de 0,69 gols sofridos por partida. Assim como na temporada anterior, Ederson foi o 2º goleiro que mais vezes saiu de campo sem sofrer gols (20 vezes), ficando atrás apenas do compatriota Alisson Becker (21 jogos sem sofrer gols). Quanto ao Manchester City, foi campeão da Premier League, da Copa da Inglaterra e da Copa da Liga Inglesa, porém foi eliminado nas quartas de final da Liga dos Campeões.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2018-19
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2019-20

No primeiro jogo de Ederson nessa temporada, em 10 de agosto de 2019 – estreia dos Cityzens nessa edição da Premier League -, saiu de campo com um “clean sheet”, pois o Manchester City venceu o West Ham no London Stadium por 5-0.
Em 27/12/2019, em jogo da 19ª rodada da Premier League, Ederson foi expulso pela primeira vez no campeonato ao chocar-se com o atacante Diogo Jota e em decorrência disso, Guardiola teve de fazer uma alteração, tirou Agüero para colocar Claudio Bravo, e como senão bastasse, os Cityzens perderam para o Wolverhampton por 3-2 no Molineux Stadium.
Devido à pandemia do COVID-19 (Novo Coronavírus), após o revés por 2-0 para o Manchester United na 29ª rodada da Premier League, em 8 de março de 2020, o campeonato inglês e a maioria dos campeonatos mundo afora foram paralisados e após um hiato de 3 meses, a Premier League voltou na segunda quinzena do mês de junho e logo no retorno do campeonato – em 17/06/2020 -, o Manchester City enfrentou o Arsenal no Etihad Stadium e venceu por 3-0.
Em 26/07/2020, Ederson foi premiado com a “Luva de Ouro” da Premier League 2019-20 por ter sido o arqueiro menos vazado do campeonato – 16 partidas sem sofrer gols – e vale ressaltar que nesse mesmo dia, o City goleou o Norwich por 5-0 no Etihad Stadium.
Em 15/08/2020, em confronto válido pelas quartas de final da Champions League, o Manchester City perdeu por 3-1 para o Lyon da França e sendo assim, pela 3ª vez consecutiva o clube caiu nessa mesma fase do torneio e no dia seguinte após o revés, um dos jornais de Manchester fez críticas contundentes à Ederson e também aos outros 2 compatriotas; Fernandinho e Gabriel Jesus.
Em suma, na sua 3ª temporada na Inglaterra, Ederson Moraes disputou 44 partidas, sofreu 37 gols e saiu de campo sem ser vazado em 20 jogos; média de 0,84 gols sofridos por partida. Quanto ao Manchester City, foi campeão da Copa da Liga Inglesa e da Supercopa da Inglaterra, foi vice-campeão do Campeonato Inglês, chegou até a semifinal da Copa da Inglaterra e caiu nas quartas de final da UEFA Champions League.
PdGsJssgCACVMj na temporada 2019-20
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Títulos que conquistou no Manchester City - Premier League2017-18 e 2018-19 - Copa da Inglaterra2018-19 - Copa da Liga Inglesa2017-18, 2018-19 e 2019-20 - FA Community Shield(Supercopa da Inglaterra) 2018 e 2019
- O vídeo abaixo mostra algumas das melhores defesas executadas por Ederson com a camisa do Manchester City - Este vídeo foi publicado no YouTube há cerca de 11 meses atrás por Saviola

Números de Ederson na Seleção Brasileira

Brasil

Seleções de Base

Após boas atuações pelo Rio Ave, em novembro de 2015, Ederson disputou 2 jogos pela Seleção Sub-23 do Brasil (Seleção Olímpica). Posteriormente, jogou mais 3 partidas pela Seleção Olímpica. Apesar de ter jogado 5 partidas pela seleção sub-23, Ederson não foi convocado para a disputa do Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no ano seguinte (2016).

Seleção Principal

O primeiro técnico a convocar Ederson para a disputa de uma competição (Copa América Centenário) foi Carlos Caetano Bledorn Verri – conhecido como Dunga -, mas foi desconvocado devido a uma lesão. Posteriormente, o Brasil foi eliminado na fase de grupos dessa edição especial da Copa América e em decorrência da má campanha da Seleção, Dunga foi demitido e para o seu lugar, a CBF – entidade máxima do futebol brasileiro – decidiu apostar as suas fichas em Adenor Leonardo Bachi – Tite – e mesmo com a mudança de treinador, Ederson continuou sendo convocado para os jogos da Seleção Principal do Brasil, mas como a segunda opção, pois o goleiro titular da Seleção era – ainda é – Alisson Becker.
Em 11 de outubro de 2017, em partida válida pela última rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo FIFA de 2018 contra o Chile, pela primeira vez na sua carreira, Ederson atuou como titular e na sua estreia como titular da Seleção Brasileira não sofreu gols e assim sendo, vitória do Brasil por 3-0 sobre a seleção chilena.

Copa do Mundo FIFA de 2018

Em maio de 2018, Tite divulgou a lista final dos 23 jogadores convocados para a disputa da Copa do Mundo FIFA de 2018 na Rússia e o nome de Ederson Moraes estava na lista e assim sendo, viu do banco o Brasil iniciar a fase de grupos da Copa do Mundo empatando em 1-1 com a Suíça. Ainda pela fase de grupos, vitórias por 2-0 sobre a Costa Rica e sobre a Sérvia respectivamente e com isso, a Seleção Brasileira terminou em 1º lugar nesse grupo.
Nas oitavas de final, o Brasil enfrentou o México e venceu por 2-0. No entanto, na fase seguinte, a Seleção Brasileira perdeu para a Bélgica pelo placar de 2-1 e com isso, deu adeus as chances de conquistar o hexacampeonato e teve de adiar o sonho de conquistar o 6º título mundial para a Copa de 2022.

Copa América 2019

Ederson foi o titular no amistoso contra a Arábia SauditaEm 12 de outubro de 2018, num amistoso contra a Arábia Saudita, Ederson atuou como titular pela 2ª vez e novamente foi bem-sucedido, pois o Brasil venceu a seleção saudita por 2-0. Ainda no mesmo ano – em 20/11/2018 -, ganhou mais uma chance como titular em um amistoso e pela 3ª vez saiu de campo sem sofrer gols; o Brasil venceu Camarões por 1-0.
Antes da disputa da Copa América 2019 que realizar-se-ia no Brasil, Ederson foi titular por mais duas vezes (2 amistosos); no empate em 1-1 com o Panamá em 23 de março de 2019 e pouco antes do início da Copa América contra o Catar em 06/06/2019 quando o Brasil venceu por 2-0.
Assim como ocorreu na Copa do Mundo FIFA de 2018, Ederson seguiu sendo a 2ª opção e viu do banco o Brasil estrear com uma vitória por 3-0 sobre a Bolívia na fase de grupos da Copa América 2019. Na duas rodadas seguintes, empate em 0-0 com a Venezuela e vitória por 5-0 sobre o Peru respectivamente e assim sendo, o Brasil terminou em 1º lugar no grupo A.
Nas quartas-de-finais, o Brasil tentou de todas as formas furar a “retranca paraguaia”, mas não obteve sucesso e após um empate em 0-0 no tempo regulamentar, Brasil e Paraguai tiveram de decidir a vaga para a próxima fase nos pênaltis e graças a uma defesa e um chute para fora de Derlis González, a Seleção Brasileira venceu a disputa por pênaltis por 4-3 e com isso, se classificou para a semifinal dessa edição da Copa América.
Nas semifinais, a “Seleção Canarinho” enfrentou a Argentina e venceu por 2-0 e na final da Copa América 2019, triunfo por 3-1 sobre o Peru no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro e com isso, pela 9ª vez na sua história, o Brasil se sagrava campeão de uma edição da Copa América.

Total

PdGsJssgCACVMj
96400810
Prêmios individuais - O Jogo: Team of the Year: 2016 - Melhor goleiro: Primeira Liga: 2016–17 - Equipe do ano PFA: Premier League: 2018–19
Recorde - Recorde Mundial incluído no Guinness Book pelo maior pontapé da sua grande área: fez a bola atingir 75,35 metros

Considerações Finais

Com base em todos os números apresentados até aqui pode-se concluir que Ederson é um dos melhores goleiros da atualidade e antes de ser contratado pelo Manchester City, Guardiola já havia o observado de perto em um jogo de mata-mata da Liga dos Campeões, ao qual o Bayern de Munique – time que o treinador espanhol comandava naquela época – venceu o Benfica por “apenas” 1-0, mas o que mais chamou a atenção do técnico foi a habilidade de Ederson com os pés. Inclusive, um ex-goleiro do Manchester City – Shay Given – em 2018 elegeu o arqueiro brasileiro como o melhor do mundo com os pés.
Ederson também é descrito como um goleiro ágil com excelentes reflexos e claro, sabe sair jogando com os pés se necessário.
E para vocês? Ederson Moraes é um dos melhores goleiros do mundo atualmente? E por fim quem merece ser o titular da Seleção Brasileira: Alisson ou Ederson?
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2020.07.18 04:18 darkssister As coisas que faço por amor: Vida e morte

Voltando para analisar mais dois ensaios de A Guerra dos Tronos e a Filosofia, dessa vez já na Parte Dois chamada “As coisas que faço por amor”. Enquanto a parte um foi mais política essa julga mais a moral da personalidade e das escolhas das personagens. Escolhi analisar só dois textos dessa parte por achar que eles trazem mais reflexões interessantes.
5-O INVERNO ESTÁ CHEGANDO: A SOMBRIA BUSCA PELA FELICIDADE EM WESTEROS por Eric J. Silverman
Para Platão, a vida de justiça e virtude é uma vida feliz, logo o homem justo é feliz, e o injusto é desgraçado (p.77). Silverman pontua que em outras estórias épicas essa premissa é verdadeira, em ASOIAF não é bem assim. Nós vemos o justo e honrado Lorde Stark ser executado e traído:
(...) No que parece ser o repúdio da visão platônica, a virtude e a justiça não trazem felicidade para ele.
Mas talvez “viver feliz para sempre” não seja o tipo de felicidade ao qual Platão se referia ao alegar que o homem justo é feliz. (...) ele não pode estar dizendo que o homem virtuoso tem a garantia de uma vida bem sucedida em termos de felicidade material terrena. (p. 78)
Essa felicidade parece estar então ligada ao imaterial e não apenas ao prazer, podendo também estar ligada ao divino. Como exemplo Silverman traz a jornada de Bran que teve seu corpo quebrado.
Mas ele vive um tipo diferente de sucesso, desenvolvendo habilidades psíquicas como troca-pele, que pode ver tudo que as antigas árvores, chamadas represeiros, viram. Como promete o tutor de Bran, Brynden: “Você não voltará a andar...mas voará.” (p.80)
Será que podemos mesmo considerar isso enquanto um sucesso? E para além disso, Bran Stark é uma pessoa justa para merecer tal sucesso divino?
A Pessoa cruel é feliz?
Há pessoas injustas que enganam para parecerem virtuosas e assim adquirir benefícios (alô Maquiavel). Para Silverman essa é a principal estratégia de Cersei, mas ele deixa claro que essa não é uma estratégia confiável porque os atos cruéis dela exigem engodos constantes que podem ou não dar certo ou não o que a leva a cometer mais e mais maquinação. Entre essas maquinações de Cersei o autor cita a morte de Jon Arrys que nós sabemos bem que não está na cota de crimes da rainha. O autor deveria saber já que ele faz uma análise da personalidade paranoica de Cersei da qual temos contato em AFFC. Para ilustrar ele até utiliza de uma fala de Tyrion presente em ADWD na qual ele analisa a irmã.
Cersei é tão gentil como o Rei Maegor, tão altruísta como Aegon, o Indigno, tão sensata como Aerys, o Louco. Nunca esquece uma afronta, real ou imaginária. Confunde cautela com covardia e divergência com desafio. E é gananciosa. Tem ânsia de poder, de honra, de amor.
(ADWD, Tyrion VI)
Cersei nunca está feliz pois nunca está satisfeita. Para Platão, o problema mais grave do tirano cruel é a psique dominada pelo que há de pior nele e para Silverman, Cersei é a epítome daquilo que Platão alerta para ter cuidado: uma alma cruel, dissonante e instável.
“A vida não é uma canção, querida. Poderá aprender isso um dia, para sua mágoa”
Temos que concordar que só a justiça não é suficiente para alcançar a felicidade, mesmo que imaterial. Aristóteles em sua Ética a Nicômaco também concorda conosco. Conhecemos o interior de Eddard Stark e sabemos o quanto de sofrimento ele carregava.
(...) alguém pode ter virtude e ao mesmo tempo estar “sujeito aos maiores sofrimentos e infortúnios, e, afora quem queira sustentar a tese a qualquer preço, ninguém jamais considerará feliz um homem que vive nessas condições”. (p.84)
Nesse momento o autor erra ao dizer que Catelyn não queria que Eddard fosse para Porto Real, ele deve ter se confundido com a série. sabemos que na verdade ela tem medo que Robert suspeite que Ned se opõe a ele, completamente influenciada pelo mau pressagio da imagem da loba morta com o chifre de veado preso na garganta.
Em conclusão, Silverman acredita que jogar o jogo dos tronos é tolice caso esteja à procura de felicidade, pois se “ganha-se ou morre” o risco é alto demais e os ganhos não são assim tão positivos.
juro-lhe, nunca me senti tão vivo como quando estava ganhando este trono, nem tão morto como agora que o possuo.
(AGOT, Eddard II)
8-SERIA UM ATO DE MISERICORDIA: ESCOLHA ENTRE A VIDA E AMORTE PARA LÁ DO MAR ESTREITO por Matthew Tedesco
O autor faz um comparativo entre o estado de vida e morte de Bran e Drogo. Ele informa que enquanto Bran está sendo cuidado por um meistre da Cidadela, Daenerys recorreu a magia de Mirri Mas Durr. Porém Tedesco não cita que, antes da magia Mirri trata Drogo de uma forma muito parecida com a que um meistre da Cidadela faria (AGOT, Daenerys VII).
Ele faz uma digressão sobre as escolhas medicas da eutanásia a partir da frase “seria um ato de misericórdia” dita por Jaime a Tyrion em relação a Bran. Por mais cruel que seja essa frase (além de é claro o interesse de Jaime ser na possibilidade do segredo ser descoberto) ela faz um certo sentido quando se vai discutir sobre eutanásia ativa ou passiva “matar ou deixar morrer”.
De acordo com Brock, matar é causar a morte de modo intencional, não importando como ela ocorra. Como a eutanásia passiva é intencional e resulta em morte, trata-se de um ato de matar, tanto quanto a eutanásia ativa. (P.117)
Depois desse soco, Tedesco vai discutir algo ainda mais polêmico: a eutanásia em crianças, já que Bran Stark tem apenas 7 anos. Eu não vou discutir muito aqui sobre essa digressão que o autor faz (que diga-se de passagem é muito bem feita e detalhada trazendo até casos reais da medicina) pois não é algo que estou apta a falar.
Voltando ao assunto da misericórdia, o autor diz que o leitor fica obviamente horrorizado com a sugestão de Jaime Lannister, mas não é a mesma reação que temos quando Daenerys decide por matar Drogo. Ele atribui isso à vida que o leitor espera que Bran tenha depois de sua recuperação, já Drogo estará para sempre em estado vegetativo. Para entender melhor isso ele vai tratar sobre a diferença entre ser humano e ser pessoa.
Michael Tooley, por exemplo, alega que ter consciência e uma concepção de si como indivíduo contínuo de experiências são os critérios fundamentais para definir uma pessoa. (...) Mary Anne Warren cita uma lista de cinco critérios (consciência, raciocínio, atividade automotivada, capacidade de se comunicar e presença de autoconceitos) e argumenta que um número não especificado deles corresponde a uma pessoa. (p. 123)
Portanto o assassinato de Bran seria condenável por ele ser uma pessoa, mas o assassinato de Drogo não seria nem mesmo um assassinato. Seria? “as respostas raramente são fáceis” (p.124).
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2020.07.17 01:22 noat45 Encuentra a la mujer que te amará a través de tu transformación personal

La mujer que te aceptará como un trabajo en proceso y verá la grandeza que hay en ti
Soy una persona emprendedora y un artista quien constantemente está tratando de mejorar y lograr algo conmigo mismo, se puede decir que sigo mi propio camino pero aún estoy a miles de horizontes alejado de donde verdad quisiera estar, así que estoy consciente de que salir y encontrar a una maravillosa mujer que esté conmigo será algo muy complicado.
Tratar de explicarles a ellas sobre lo que estoy haciendo con mi tiempo y lo que estoy tratando de conseguir se vuelve agotador; y al final, algunas mujeres no lo entienden y deciden buscar a sujetos con mayor estabilidad quienes ya hayan logrado algo o haber dejado su huella en el mundo.
Entonces… ¿Cómo a encontrar a la mujer que no solo apreciará todo el trabajo que estás haciendo por tan poca recompensa o, mejor aún, entiende por todo lo que estás pasando? ¿Cómo encuentras un amor real y duradero cuando estás aprendiendo, creciendo y en el proceso de convertirte en la persona que quieres ser? Bueno, puedes estar seguro que vas a hallar al tipo de chica que te amará a través de todo ese esfuerzo que estas poniendo en ti mismo.

Pero ¿Quién es está mujer exactamente?
Es el tipo de mujer cuyo encanto radica en sus detalles y en las muchas maneras en como ella expresa su cariño. Estos detalles son sutiles, tales como su habilidad para entender, aceptar y dar soporte a quien es un trabajo en proceso. Porqué el éxito no se hace en una noche porque sabe que para lograrlo se requiere de una gran cantidad de tiempo y esfuerzo en algún punto del tiempo.
Este tipo de mujer es única y especial, porque ella es como una talentosa exploradora o una jueza experta que tiene la habilidad de juzgar a las personas de manera adecuada. Ella es capaz de ver el potencial y salir con ese potencial.
Ella no necesita que seas “EL HOMBRE” o que seas el sujeto que consigue el acceso VIP en los mejores bares de la zona. Ella está perfectamente bien permaneciendo a tu lado, sosteniendo tu mano, cuidando tu espalda y brindando el apoyo que necesitas justo en ese momento.
Ella no necesita un sujeto influyente que aumente su reputación social solo por salir con él. De hecho, ella es feliz de pagar la cuenta cuando te encuentras en una pésima situación financiera haciendo bromas con el mesero sobre ser la “sugar mommy” de la noche.
Ella entiende tu proceso y sabe exactamente cuánto esfuerzo haces para lograr ser la mejor versión de ti mismo, mejor aún, ella quiere ayudarte a que lo seas en cada forma en que le sea posible apoyarte.
Ella es el tipo de mujer que está al corriente de las cosas, una adepta a entender a las personas y su modo de vida, ella tiene muchas capas y es capaz de verlas en otros.
No solo mira al mundo en la apariencia, va más allá; con un ojo investigador y acepta la complejidad de este. Es una persona real, genuina, y no se estanca con las cualidades de poder, dinero y estatus. Ella es capaz de tomar grandes decisiones con las cuales ayuda y se asocia con el tipo correcto de personas.
No se queda atrapada o fascinada por las apariencias de sujetos que presumen sus posesiones para atraer mujeres, desprecia este tipo de interacciones por pensar que salir con personas no es un intercambio hueco que pudiera ser manejado como una especie de negocio. Esto se debe a que este tipo de mujeres han crecido valiéndose de sí mismas. Ella ha crecido para ser una persona fuerte, capaz de conseguir su propio espacio en el mundo. Por esta razón es deseable, real y más importante: ella entiende el conflicto interno que debes afrontar para hacerte un nombre por ti mismo.

Ahora el proceso ¡¡¡ESA GRAN PARTE!!!
Esta mujer entiende el proceso por el que estás pasando para volverte éxitos. Ella entiende y respeta tu proceso porque ella pasó por lo mismo. Esta mujer quiere ser exitosa tanto como tú. Esta mujer quiere a alguien dispuesta a compartir el mundo y no solo la mitad de los ingresos de un hogar o el premio que debe mostrar en cada fiesta.
Ella aprecia todo el trabajo que estás poniendo para llegar a donde quieres. No solo eso, ofrece soluciones, ideas, estrategias para ayudarte a llegar ahí y la cosa más importante: ella te da el espacio que necesitas para trabajar en tus cosas. Ella dice “Bebé, estoy ocupada también, haz lo que tengas que hacer y estaremos juntos cuando este resuelto” No hay subtexto pasivo-agresivo, nada que te distraiga. Ella no necesita atención 24/7, está perfectamente bien solo escuchando las divagaciones de tu día ya sean problemas o triunfos.
Eso te da espacio para hacer crecer tu relacione hasta el punto en que ambos puedan trabajar en el desarrollo personal de cada uno, incluso florecer como personas. Esto lo hace la mejor animadora del mundo pero dotada con la sabiduría necesaria.
[...]
Mis amigos siempre dicen “solo piensa en todas las chicas que tendrás una vez te vuelvas súper exitoso” Ellos dirán que te vuelvas un monje dedicado al trabajo y que no podrás lograr todo hasta que hayas hecho tu fortuna o logrado algún nivel de notoriedad que incremente tu valor en el mercado de las citas. Pero discrepo, no creo que debas renunciar a las mujeres solo porque a duras penas puedas pagar una cena decente o comprarles una bebida en el bar.
Debes encontrar a la mujer que te ame por quien eres ahora, te respete y admire por la persona en que estás tratando de convertirte. Tu no quieres una chica que solo conozca la versión refinada y pulida de ti después de haber pasado por todo el sudor, sangre y lágrimas que significó eso.
Encuentra una mujer que esté dispuesta a hacer el viaje contigo. El tipo de mujer que estará a tu lado cuando alcances tus metas. Cuando revises tu lista de quehacer y mientras luchas cada día para ser el tipo correcto de hombre. Encuentra al tipo de mujer que te amará cuando estés alrededor del precipicio y te motive a ser la mejor versión de ti mismo, por aquella mujer que estará contigo a través del tiempo, ella es el tipo más especial de mujer.

Este post es una traducción a manos del usuario Noat. El autor original es Jaime Rea publicado originalmente en la página "The Good Men Project" el 2 de noviembre del 2015. El link aquí y créditos al autor:

https://goodmenproject.com/featured-content/find-the-woman-who-will-love-you-through-your-struggles-hesaid/


Si este post tiene repercusión haré mas traducciones de está pagina a futuro
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2020.06.05 00:11 Lightnight799 Karen me grita porque mi compañera no la trata tan bien como yo a mis pacientes

Esta es mi primera publicación, así que intentaré ser clara dando un poco el contexto de toda la situación. Así que será largo.
Actualmente estoy trabajando en una clínica (no poseo estudios médicos ni de enfermería, entré bajo una beca). Actualmente, por el tema de la pandemia, ninguno de los derechohabientes tiene permitido ingresar al edificio, lo que hacemos es hacerles hacer dos filas (una para la gente con cita medica agendada , y la otra para aquellos que NO tengan cita agendada. El protocolo es el mismo: hacen fila, se revisa el carnet, se les pone un sticker de color para diferenciarlos [si vienen por faltantes, si tienen cita, si van a vacunas, si van a realizar algún trámite, etc.], los pasamos a una fila de 10 personas (aquí los que no tienen cita suben con un médico para que les haga recetas y actualice el expediente y ya después baja y se une a la carpa de abajo), después los pasamos a una carpa (para protegerlos del sol) donde deben esperar otro rato y de ahí los pasamos a la segunda carpa donde se les recogen los carnets, de ahí llevamos los carnets a las listas de los consultorios para buscar al paciente y sus recetas, después los agendamos para el mes que sigue, llevamos los carnets y las recetas a farmacia para que surtan el medicamento y ya después lo llevamos al dueño). La verdad es un proceso largo y tedioso para ambas partes.
Casi todos los corredores (los que recojemos carnets, re-agendamos y surtimos) tenemos la misma rutina:
Corredor: ¡[inserte nombre genérico aquí]! -el paciente se levanta de la banca y camina a una mesa que está a medio camino entre los dos- buenos días, aquí está su siguiente cita -abre el carnet en la página, señala con el dedo la fecha y la hora-, su siguiente cita es el [inserte día, hora y consultorio genéricos], le faltaron: [inserte numero y nombre de los medicamentos faltantes mientras le muestras las recetas selladas]. No señ[email protected], no sé cuando llegue el medicamento, lo que puede hacer es llamar al numero de farmacia la próxima semana [se le entrega un papelito con el número de la farmacia] y preguntar por su medicamento o puede venir y preguntar en la entrada (aquí la conversación se divide, o te dan las gracias por atenderlos aunque no haya habido medicamento o te empiezan a mentar la madre y a gritar. Si ocurre lo primero nos sale una sonrisa sincera debajo del cubrebocas porque pocas veces nos dicen palabras amables y les deseamos un bello día y hasta tenemos una pequeña conversación, si ocurre lo segundo los dejamos gritar o nos ponemos a pelear con ellos, dependiendo de tu humor y de cómo se esté comportando la persona frente a ti).
Ahora si, mi historia.
Hace un par de días estaba surtiendo y habían dos Karens en la mesa, esperando sus medicamentos faltantes y se me ocurrió preguntar si ya las habían atendido (porque a veces se acercan para preguntar algo, decir que les faltó algo, que si podían ir con el médico, que la cita, o alguna duda sencilla de responder). Grave error.
La Karen uno me contestó que si, que le estaban resolviendo de su medicamento faltante y le dije que muy bien y la otra Karen se quedó callada. Ya me disponía a retirarme por el siguiente surtido de medicamentos cuando la Karen de 50 años me comenzó a increpar que porqué mi compañera que la estaba atendiendo (que tiene la delicadeza y amabilidad de un ladrillazo en la nariz) no la trataba tan bonito como yo que trataba bonito a las personas que me tocaban surtir (ella llega, deja el medicamento en la mesa, llega en paciente y le entrega todo con mala actitud y se va. Yo llego y hago toda la rutina que ya describí con mi mejor voz de recepcionista, me quedo hasta que la persona se va y resuelvo dudas de otras personas); que por qué no hay medicamentos entre otras cosas.
Yo: mire señora, el medicamento está faltando desde la capital del país, no es culpa nuestra que no nos manden todo lo que ustedes necesitan; no sabría decirle por qué no le agendaron cita a su padre, generalmente cuando nosotros les entregamos el medicamento les decimos el día y la hora de su cita, si no, de todos modos les entregamos todo y ustedes tienen el deber de revisar su siguiente cita para que nosotros se las re-agendemos.
Karen: ¿Y COMO LE HAGO ENTONCES, EH?, ¡MI PADRE TIENE CÁNCER Y ESTÁ MUY ADOLORIDO Y USTEDES NO LE AGENDARON NUEVA CITA Y SU MEDICAMENTO ES MUY CARO!
A media alegata azotó la mesa con sus manos y me miraba furiosa, yo simplemente la veía con aburrimiento, hacía menos de una hora un sujeto me gritó mil veces peor, el cual estoy segura de que si no hubiera habido un policía ahí, habría intentado agredirme físicamente [al cual también mandé a la chingada], así que su pequeño berrinche no iba a hacer mella en mí.
Sí podemos agendar cita si no tiene, lo hacemos seguido con aquellos pacientes que son amables y lo piden de por favor o que vemos muy preocupados o urgidos de cita, pero esa perr* no se ganó mi favor y consideración tras comenzar a gritarme y tratarme de esa manera.
Yo: puede formarse a las 6 de la mañana aquí afuera y hacer fila para cita presencial. No se si haya citas aún para que pase de una vez, así que, cuando salga puede ir a preguntar. (Ya no habían cupos, se acaban en las primeras dos horas de trabajo y ya iba a ser medio día, pero su actitud solo me ponía de mal humor porque yo no tenía la culpa de nada y ella había decidido que yo iba a ser el chivo expiatorio y como ella me estaba tratando con la punta del pie, no merecía mis consideraciones).
Se veía lo suficientemente sana, fuerte y cuerda para madrugar y hacer fila como todos los demás.
Karen: ¡¿LAS SEIS DE LA MAÑANA?!, ¡ES MUY TEMPRANO!, ¡SE SUPONE QUE NO DEBEMOS SALIR POR EL VIRUS Y USTEDES NOS OBLIGAN A SALIR CON SU INEPTITUD!, ¡ADEMÁS, ES SU TRABAJO RE-AGENDAR Y DECIRNOS NUESTRA CITA, NO TENGO POR QUÉ REVISAR YO, SI TU DEBER ES INFORMARME!
Yo: señora, estamos llenos de trabajo, no estamos todos al pendiente de todo, se nos pasan las cosas también y, usted puede decirnos si ve que le falta algo.
Karen: ¡ES TU TRABAJO!
Karen 2: Si, ustedes deberían de estar al pendiente de todo y decirnos todo, no tenemos por qué ver si ustedes deben de hacerlo. Para eso les pagan.
Simplemente resoplé, con ellas no iba a poder dialogar como personas civilizadas así que tapé mis oídos (tengo la habilidad de tapar mis oídos y dejar de escuchar cualquier cosa que me molesta, todo se queda en silencio a mi alrededor) y solo veo como mueve los labios. Me retiro y llego por el siguiente paquete de medicamentos mientras veo como esa compañera de la que se quejaban manda a la chingada a la Karen 1 tras darle sus medicamentos (no le faltaba nada, todo lo de sus recetas era lo que se le da mes con mes), así que se esperó cerca de 40 minutos extras y no recibió nada de lo que exigía.
Un pequeño fragmento de su conversación:
Karen: ¿Y esta crema? -gritando, mirando la crema con desprecio.
Compañera: -en su mismo tono y volumen- se la recetó su ginecóloga.
Karen: -bajándole chingos de huevos a su voz- que extraño. -Tomó todos sus medicamentos y se fue.
Paréntesis: atendemos a un promedio de 250 personas físicas en 6 horas, la mayoría de ellos llevan de uno a cuatro carnets cada uno, de los cuales debemos buscar las recetas o llevarlas al médico para que las haga, re-agendar, surtir y entregar, y luego lidiar con aquellos que se inventaron alguna dolencia en el momento y nos exigen medicamentos que no tienen en su expediente y hablar con el médico a ver si se les puede dar, irnos a farmacia a preguntar y luego ver si se repite lo de ir a farmacia y luego entregar. Ten por seguro que tu carnet, al momento de volver a ti, ya pasó por, al menos, ocho manos diferentes y ninguna de ellas está al pendiente de tus cosas. Si tú haces una escena por un medicamento que no te dimos porque no viene en tu receta, ni en el sistema, ni anotado en tu expediente como medicamento de uso prolongado (como insulinas o psicotropicos relajantes) nos quitas tiempo que pudimos usar para atender a alguien más necesitado que tú. Si ves que te faltó medicamento (que si utilizas) o que te falto cita, dinos y te atenderemos con gusto, pero no nos hagas perder el tiempo.
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2020.04.07 11:36 imnotashit Necesito un diagnóstico para estar más tranquila.

Por culpa de la cuarentena, no pude asistir a mi primer cita con un psicólogo. Realmente necesito que alguien que esté bien informado sobre el tema me diga qué cosa tengo porque está interviniendo en mí vida y en mis relaciones. He anotado mis síntomas:
Durante períodos indeterminados de tiempo, mis sentimientos y emociones se bloquean y lo único que puedo identificar es nada, como un vacío.
Siento incomodidad al estar rodeada de mujeres que no tienen una relación sanguínea conmigo, es decir, estoy incómoda con las que anteriormente eran mis amigas. He deducido que es por un trauma en mí infancia (fui abusada física, psicológica y sexualmente por dos niñas por cuatro años, y les agarré un horrible miedo a las mujeres).
Me molestan MUCHÍSIMO los ruidos excesivamente fuertes, tales como el ruido de las motos, camiones, trenes, alarmas, o voces simplemente agudas o muy graves.
Busco consuelo en la ficción, es por ello que cada vez que termino de ver alguna película, leer algún libro o simplemente una historia del estilo fanfiction en internet, me siento sola, y decepcionada por el hecho de que nada de lo que acabo de leer o ver es real.
Tengo 15 años, y tengo amigos imaginarios que cambian según la situación, el tiempo, y mis sentimientos. Muchas veces les hablo como si ellos me hubieran preguntado algo, o hecho un chiste, así que hago un sonido de la nada.
Tengo el constante pensamiento de atentar en contra de mí vida ya que siento que nadie a mí alrededor muestra su verdadero "yo", percibo falsedad en las personas, sin importar cuánto se los recuerde.
Siento que soy perfecta en todo, ya que tengo muchas habilidades y talentos que se pulieron sin necesidad de un maestro. Esto es algo que puedo llegar a relacionar con mis ganas de morir.
La vida tuvo un error, y ese error fui yo. La vida me hizo perfecta a los ojos de los demás, y por eso me hizo pasar todo lo que pasé: Mí mejor amiga de la infancia se fue, mis otras dos amigas abusaron de mí, tuve y tengo una familia bastante violenta tanto verbal como físicamente, sufrí mucho bullying por este "miedo a las niñas", han jugado conmigo muchas veces y sobre todo los personajes que yo imagino, que YO CONTROLO, me tiran basura. Es por eso que la vida quiere que muera. Me siento muy paranoica declarando todo esto.
Ha sido así desde que tengo memoria, por lo que no puede ser una cosa de la edad, como dice mí madre.
En fin, esas son una de las cosas importantes que pude remarcar de mí "lista de síntomas". Me preocupa mucho el primer punto, y me molesta. Me siento un maldito robot.
La cuarentena ha empeorado todo. La vida vio que las cosas se estaban poniendo algo mejor para mí ya que iba a poder hablar con un profesional, y por eso trajo al Coronavirus. Me siento ridícula, heh. ¿Cuándo no?.
Bueno, espero que alguien pueda al menos sugerir algo. Desde ya muchas gracias por tomarte el tiempo de leer esto.
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2020.02.24 03:57 altovaliriano A Mulher Morena

“Sábado de personagens” ainda no domingo. Fazer o quê?
A mulher morena é uma das mais misteriosas personagens de As Crônicas de Gelo e Fogo. Seu nome e origem nunca foi revelado ao leitor. Pouco mais sabemos sobre ela, mas em resumo a mulher foi entregue por Euron a Victarion como um prêmio. Sabemos que ela é muda e que Victarion a considera bonita.
Porém, em determinado momento da história, fica evidente ao leitor de que a mulher morena é mais do que parece ser. A tripulação de Victarion resgata do mar Moqorro, um sacerdote de R’hllor enviado pelo Templo Vermelho para auxiliar Daenerys em Meereen, e leva-o a Victarion, pois o homem afirma estar sabendo de que o Capitão de Ferro corre perigo de morte. Quando um mal súbito atinge Victarion, ele e Moqorro vão à sua cabine e o seguinte ocorre:
Quando abriu a porta da cabine do capitão, a mulher morena se virou em sua direção, silenciosa e sorridente... mas, quando viu o sacerdote vermelho ao lado dele, seus lábios se afastaram de seus dentes, e ela sibilou em súbita fúria, como uma serpente. Victarion a acertou com as costas da mão boa e a derrubou no chão.
– Quieta, mulher. Vinho para nós dois. [...]
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A hostilidade da mulher morena para com Moqorro parece uma indicação muito forte sobre a origem e propósito da personagem na história. A partir deste fato apenas, leitores foram levados às mais loucas especulações sobre a identidade da misteriosa serva-amante de Victarion. Entretanto, se o reino das especulações produz resultados estranhos, posso afirmar que as evidências presente no próprio texto não são menos estranhas. Se analisadas em sua literalidade, o texto produzido pelo próprio Martin aponta para direções completamente ininteligíveis.
Analisemos.

Fenótipo, aparência e semelhanças

Fenótipo é o resultado da expressão dos genes do organismo, da influência de fatores ambientais e da possível interação entre os dois. No contexto deste texto, o fenótipo da mulher morena é algo que poderia nos dar uma dica sobre sua herança genética.
Esse herança genética PODE nos ajudar a determinar a cultura na qual ela nasceu, mas é claro que isso não permite nos concluir com absoluta certeza que ela pertence esta cultura. Um bom exemplo de personagem cujo fenótipo pode ser usado para nos confundir é Sarella Sand, que pertence à cultura westerosi, apesar de que sua aparência denotaria ter nascido nas Ilhas do Verão.
Entretanto, diante das poucas informações disponíveis sobre a mulher morena, esta análise se torna necessária. Em verdade, o próprio Martin parece estar induzindo os leitores a realizar estas investigações, pois ele mesmo deposita dicas disso no texto:
Sua pele era negra. Não o marrom castanho dos ilhéus do Verão com seus navios cisne, nem o marrom-avermelhado dos senhores dos cavalos dothrakis, nem a cor de carvão-e-terra da pele da mulher morena*, mas negra. Mais negra que carvão, mais negra do que o azeviche, mais negra do que as asas de um corvo.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Na passagem acima, vê-se que Martin descarta através de Victarion que a mulher morena pertence às culturas dos Ilhéus do Verão e dos senhores de cavalo Dothraki. A exclusão das Ilhas do Verão é especialmente útil, haja vista onde Euron ALEGA ter encontrado a mulher morena:
INGLÊS: As a reward for his leal service, the new-crowned king had given Victarion the dusky woman, taken off some slaver bound for Lys.
PORTUGUÊS: Como recompensa por seu leal serviço, o recém-coroado rei dera a Victarion a morena, roubada de algum mercador de escravos a caminho de Lys*.*
(AFFC, O Pirata)
Eu acho curioso a forma como fica apenas implícito de que Euron teria capturado a Mulher Morena nos porões de um navio de escravos indo para Lys, quando, na verdade, nada disso está escrito no texto. Não se menciona qualquer navio, nem que ela era uma escrava. Tão facilmente como tomou Falia Flowers quando invadiram o Castelo dos Hewett, Euron poderia muito bem ter tomado a amante de um mercador de escravos.
Mas evitemos a interpretação segundo a qual Martin, a esta altura da história, está tentando nos confundir com jogos de palavras. Que outras opções de origem teria uma mulher “bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada”?
Aqueles que partirem para O Mundo de Gelo e Fogo em busca de auxílio encontrarão logo a seguinte referência sobre os habitantes de Naath:
O povo nativo da ilha é uma raça bonita e gentil, com rostos redondos, pele escura e grandes olhos suaves cor de âmbar, em geral salpicados de dourado.
[...~]
O Povo Pacífico sempre teve um bom preço, dizem, pois são tão inteligentes quanto gentis, belos de se olhar e rápidos em aprender a obediência*. É relatado que* uma casa de prazer em Lys é famosa por suas garotas naathi*, que usam diáfanos vestidos de seda e são adornadas com asas de borboletas alegremente pintadas.*
(TWOIAF, Naath)
As descrições tem certa compatibilidade com as características relatadas da mulher morena. Entretanto, os característicos olhos amarelados teriam sido notados facilmente mesmo por alguém tão tapado quanto Victarion. Por outro lado, depois da demonstração de fúria perante Moqorro, acredito que pouco classificariam a mulher morena como “gentil”.
Caso continuemos a pesquisa no livro de meistre Yandell, logo encontraremos uma outra descrição sobre o povo de Leng que é bastante capciosa:
Os lengii nativos são talvez os mais altos de todas as raças da humanidade, com muitos homens entre eles chegando a mais de dois metros de altura, e alguns até com dois metros e meio. De pernas longas e esguios, pele cor de teca oleada*, eles têm grandes olhos dourados e supostamente podem ver mais longe e melhor do que outros homens,* especialmente à noite. Embora formidavelmente altas*, as mulheres lengii são notoriamente ágeis e encantadoras, de* beleza insuperável*.*
(TWOIAF, Leng)
A descrição da pele é inteiramente simétrica àquela da mulher morena (fornecida por VIctarion). Na verdade, é curioso perceber que a única vez que a expressão “teca oleada” é usada para descrever a pele de alguém ocorre com a mulher morena. A única outra vez em que essa analogia é usada é como o povo de Leng, fora da saga principal, em um livro acessório.
Entretanto, há mais problemas aqui do que soluções. Novamente temos a descrição do dourado dos olhos (que seriam difíceis de Victarion ignorar), a altura formidável e a beleza insuperável. Ainda que possamos alegar que Victarion é um homem alto, próximo dos 2 metros de altura (segundo estimativas dos leitores), seria difícil que ele ignorasse que a mulher morena fosse muito alta para uma mulher e de beleza insuperável.
Desse modo, acredito ser seguro descartar Leng e seguir. Não há mais nenhuma referência a características que se assemelhem à da mulher morena (fora das Ilhas do Verão, que já foram descartadas em nossas premissas acima), porém existe uma referência a um povo no estrangeiro que por vezes sofre o mesmo destino reservado à mulher morena:
Não é surpresa que Sothoros seja pouco povoado quando comparado com Westeros ou Essos. Duas dezenas de pequenas vilas de comércio se amontoam na costa norte ‒ vilas de lama e sangue*, alguns dizem: molhadas, úmidas e cheias de miséria, onde aventureiros, trapaceiros, exilados e* prostitutas das Cidades Livres e dos Sete Reinos vêm fazer fortuna.
Há riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys*.*
(TWOIAF, Sothoros)
Embora seja muito vago afirmar que esta é uma origem em potencial para a mulher morena (pois, virtualmente, é o mesmo que dizer que ela poderia ter vindo de qualquer lugar do mundo), a menção de que prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos podem acabar em Lys pode nos ajudar a esclarecer algumas dúvidas sobre seu comportamento esquisito (vide abaixo).
Portanto, ainda que não possamos determinar sua origem, a análise acima nos permite começar a descartar algumas opções. Inclusive, percebemos que a mulher morena tem um pele de uma tonalidade ímpar (teca oleada), o que pode indicar que ela pertença a um povo que ainda não foi descrito pro Martin.
Entrentanto, há uma última analogia que não pode deixar de ser registrada:
“Não quero nenhuma de suas sobras”, dissera desdenhosamente ao irmão, mas quando Olho de Corvo declarou que a mulher seria morta se não a aceitasse, fraquejou. A língua dela tinha sido arrancada, mas exceto por este pormenor estava intacta, e era também bela, com uma pele tão castanha quanto teca oleada. Mas, por vezes, quando a olhava, surpreendia-se lembrando da primeira mulher que o irmão lhe dera*, para fazer dele um homem.*
(AFFC, O Pirata)
Sendo Euron alguém conhecido por apreciar jogos mentais, a escolha de alguém que se assemelhasse com a primeira mulher que Victarion havia recebido pode ter sido deliberada. Este detalhe pode ter sido essencial para capturar a memória afetiva de Victarion e fazer com que ele mais facilmente aceitasse o presente de Euron.
Não fica claro se por “primeira mulher” Victarion está falando de sua primeira esposa (que morreu no parto de uma menina natimorta) ou se ele estaria se referindo à primeira mulher com que se deitou. Curiosamente, esta dúvida se aprofunda quando vemos observamos os pensamentos de Victarion no capítulo liberado de Os Ventos do Inverno:
[Spoilers de Os Ventos do Inverno]Enquanto estava na proa do Vitória de Ferro vendo os navios mercantes de Uma-orelha desaparecem um a um ao oeste, as faces dos primeiros inimigos que matara voltaram a Victarion Greyjoy. Ele pensou em seu primeiro navio, em sua primeira mulher.
(TWOW, Victarion)
De todo modo, o importante é que a mulher morena desperta nele esta memória afetiva. Com efeito, o próprio Victarion não parece compreender porque aceitou a mulher ou mesmo porque não cumpriu seu desejo de sacrificá-la, a despeito de ter a perfeita noção de que qualquer presente de Euron é um presente de grego:
A mulher morena não respondeu. Euron havia cortado sua língua antes de dá-la para ele. Victarion não duvidada que o Olho de Corvo tivesse dormido com ela também. Era o jeito do seu irmão. Os presentes de Euron são envenenados, o capitão lembrara a si mesmo no dia em que a mulher morena veio a bordo*. Não quero nenhum de seus restos. Decidira, então, que cortaria a garganta dela e a atiraria ao mar, um sacrifício de sangue para o Deus Afogado.* De alguma forma, contudo, jamais chegara nem perto de fazer isso*.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Pior, esta sensação de familiaridade poderia justificar também a razão pela qual Victarion confiava seus segredos a ela. Não que a mudez da mulher não tenha parte nisso. Afinal, é o que os próprios pensamentos de Victarion indicam:
Cada vez mais, temia que tivessem navegado longe demais, em mares desconhecidos onde até mesmo os deuses eram estranhos... mas, essas dúvidas, ele confidenciava apenas para sua mulher morena, que não tinha língua para repeti-las.
[...]
Victarion podia falar com a mulher morena. Ela nunca tentava responder.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Contudo, isto não explica outros momentos em que Victarion observa ter uma conexão com a mulher morena que independem da confidencialidade verbal. Para estas situações, a memória afetiva me parece funcionar como uma justificativa muito melhor:
A mulher morena sabia o que ele queria sem que tivesse que pedir. Quando ele relaxou em sua cadeira, ela pegou um pano úmido e macio da bacia e o colocou em sua testa.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Outros exemplos disto são a forma como Victarion parece confiar na mulher morena não só mais do que em Meistre Kerwin, capturado em escudoverde (o que é até justificável, pois os nascidos do ferro parecem desconfiar dos meistres, especialmente em um que servia a uma Casa inimiga derrotada)...
– Pegue esta sujeira e vá. – Victarion acenou para a mulher morena. – Ela pode fazer o curativo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
... mas talvez até mais do que confia em Moqorro:
– [...] Gostaria que eu o sangrasse?
Victarion agarrou a mulher morena pelo pulso e a puxou para si.
Ela fará isso. Vá orar ao seu deus vermelho. Acenda seu fogo, e me diga o que vê.
Os olhos escuros de Moqorro pareceram brilhar.
– Vejo dragões.
(TWOW, Victarion)
No aspecto sexual, mesmo diante de sete mulheres treinadas para o prazer pelo Yunkaítas, Victarion diz-se satisfeito com sua mulher morena até que chegue o dia de tomar Daenerys para si:
Os senhores de escravos de Yunkai as haviam treinado no caminho dos sete suspiros, mas não era para isso que Victarion precisava delas. Sua mulher morena era suficiente para satisfazer seus apetites até que pudesse chegar a Meereen e reivindicar sua rainha.
(ADWD, Victarion)
A confiança na mulher morena é a tal ponto acentuada, que Victarion passa a suspeitar que seu meistre poderia estar causando a infecção do ferimento em sua mão. Ela é uma das duas únicas pessoas tratando seu ferimento em todo o barco, mas ele não só a exclui da lista de suspeitos como confidencia a ela suas suspeitas sobre Kerwin:
– Se não foi Serry, então quem? – perguntou para a mulher morena. – Poderia aquele rato daquele meistre estar causando isso? Meistres conhecem feitiços e outros truques. Ele pode estar usando um para me envenenar, esperando que eu o deixe cortar minha mão fora. – Quanto mais pensava nisso, mais provável lhe parecia. – O Olho de Corvo o deu para mim, criatura miserável que é. – Euron tirara Kerwin de Escudoverde, onde estava a serviço de Lorde Chester, cuidando de seus corvos e ensinando seus filhos, ou talvez de outros nas redondezas. E como o rato guinchava quando um dos mudos de Euron o entregara a bordo do Vitória de Ferro, arrastando-o pela corrente em seu pescoço. – Se isso é por vingança, ele se engana comigo. Foi Euron quem insistiu que ele fosse levado, para evitar que causasse danos com suas aves. – Seu irmão lhe dera três gaiolas de corvos também, para que Kerwin pudesse mandar notícias de sua viagem, mas Victarion proibira que fossem soltas. Que fique de molho, se perguntando o que está acontecendo.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
É claro que pode-se arguir que Victarion simplesmente é burro e não vê coisas que simplesmente estão acontecendo sob seu nariz. Entretanto, o que me surpreende neste diálogo é que ele cita Kerwin ser um presente envenenado de Euron como motivo para sua suspeita, sendo que ele está falando diretamente para o primeiro presente que ele mesmo julgou envenenado.
Assim, me parece que isto demonstra que Victarion realmente desenvolveu um elo afetivo com a mulher, não APENAS que ele é burro.

Comportamentos e habilidades curiosos

A mulher morena é estranha e age de forma estranha.
A primeira coisa a se registrar são as suspeitas do fandom. Os leitores em geral acreditam que a mulher morena espia Victarion para Euron. Pouquíssimos arriscam dizer que ela é uma espiã dos magos de Qarth (Warlocks). Entretanto, tanto os primeiros quanto os últimos dizem que a espionagem se dá de forma mágica.
Alguns dizem que Euron entra na pele da mulher morena (assumindo como verdadeira a teoria de que Euron é um troca-peles poderoso) para interagir com Euron. Outros dizem que Euron ou os warlocks simplesmente usam os ouvidos e olhos da mulher morena para clariaudiência ou clarividência, sem propriamente ter controle sobre ela.
Porém, eu não acredito que essas especulações tenham fundamento textual, mas partem de um sentimento geral de suspeita que é causado pelo que está no texto. Examinemos cada caso.
Lembram-se que eu disse que a menção de O Mundo de Gelo e Fogo sobre “prostitutas das cidades livres que se aventuram em Sothoryos poderem acabar em Lys” iria nos ajudar a esclarecer o comportamento esquisito da mulher morena? Pois bem, chegou a hora.
Victarion estava guerreando no Vago, quando retorna a sua cabine para ter com a mulher morena:
Em sua apertada cabine de popa, foi encontrar a mulher morena, úmida e pronta*; a batalha talvez também tivesse aquecido seu sangue.*
(AFFC, O Pirata)
Não é estranho que uma mulher que havia sido capturada e entregue a Victarion como uma escrava estivesse “úmida e pronta” assim que seu atual captor irrompesse pela porta vestido em armadura, suado e sangrando?
É claro que simplesmente poderíamos, como Victarion (mau sinal...), assumir que a batalha a tivesse excitado. Ou que Victarion seja mais atraente do que podemos pensar.
Mas não seria igualmente possível pensar que este seria um indício de que a mulher morena tem experiência como concubina?
É sabido que Martin fez com que os meistres da Cidadela tivesse um conhecimento de medicina mais avançado do que aqueles disponíveis para os praticante da medicina da Idade Média do mundo real. Entretanto, não está claro que este grau avançado de desenvolvimento também aconteça nas demais civilizações do resto do mundo que Martin criou.
Na verdade, parece que não, pois Mirri Maz Durr cita que aprendeu artes curativas com o Arquimeistre Marwyn, o que parece indicar que a Cidadela detém os melhores conhecimentos médicos do mundo:
Uma cantora de lua de Jogos Nhai deu-me de presente as suas canções de parto, uma mulher do seu povo cavaleiro ensinou-me as magias do capim, dos grãos e dos cavalos, e um meistre das Terras do Poente abriu um cadáver e mostrou-me todos os segredos que se escondem sob a pele.
Sor Jorah Mormont interveio.
– Um meistre?
– Chamava-se Marwyn – respondeu a mulher no Idioma Comum. – Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua.
(AGOT, Daenerys VII)
Ocorre que a mulher morena parece ter bons conhecimentos sobre como tratar um ferimento:
A morena lavou o ferimento com vinagre fervido*. [...] Victarion dirigiu-se à morena enquanto ela enfaixava sua mão com* linho*. [...]*
(AFFC, O Pirata)
A mulher morena estava enfaixando sua mão com linho limpo, enrolando a faixa seis vezes ao redor da palma, quando Aguado Pyke apareceu [...].
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Em verdade, o tratamento que a mulher morena vinha aplicando a Victarion era justamente o que o meistre aplicava após punção dos ferimentos:
Sangue era bom. Victarion grunhiu em aprovação. Sentou-se firme enquanto o meistre secava, apertava e limpava o pus, com quadrados de tecido macio fervidos em vinagre*. Quando terminou, a água limpa na bacia tinha se tornado uma sopa espumante. A visão por si só podia fazer qualquer homem enjoar.*
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
A mulher morena até demonstrou ter mais intimidade com este tipo de ferimentos do que o próprio meistre Kerwin. O rosado meistre não é referência de estômago forte, claro, mas a reação de nojo da mulher morena é tão econômica, que parece apontar para certa prática no assunto:
O pus que irrompeu era grosso e amarelo como leite azedo. A mulher morena torceu o nariz para o cheiro, o meistre segurou a ânsia de vômito e até Victarion sentiu seu estômago revirar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Por outro lado, apesar de ficar parecendo pela passagem abaixo que Victarion também poderia conhecer estes procedimentos (o que não seria impossível, já que o Cão de Caça demonstrou conhece-los também quando estava com Arya), eu acredito que Victarion simplesmente está com a memória ruim, pois quem lavou primeiro o ferimento foi a mulher morena (vide citação acima):
Um arranhão de um gatinho, Victarion disse para si mesmo, depois. Lavara o corte, despejara um pouco de vinagre fervido sobre ele, enfaixara-o e deixou de pensar naquilo, acreditando que a dor diminuiria e a mão se curaria com o tempo. Em vez disso, a ferida tinha infeccionado, até que Victarion começou a se perguntar se a lâmina de Serry estava envenenada. Por que mais a ferida se recusaria a sarar?
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
De fato, como o procedimento está correto e a medicina westerosi é mais avançada do que a medieval, muitos leitores se teorizam que a mulher morena poderia estar de alguma forma envenenando Victarion, ou ao menos matando-o devagar ao fazer algo para não permitir a cicatrização do corte.
Há até mesmo uma passagem em que vimos que o único procedimento sugerido pelo meistre que não é adotado pela mulher morena é tentar drenar o ferimento em local aberto:
O meistre sugerira que o ferimento seria mais bem drenado no convés, no ar fresco e à luz do sol, mas Victarion proibira. Aquilo não era algo que sua tripulação pudesse ver. Estavam a meio mundo de casa, longe demais para deixá-los ver seu capitão de ferro começar a enferrujar.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Caso ela realmente estivesse piorando a condição de Victarion, evitar o convés seria uma atitude compatível. O problema é descobrir com que finalidade ela estaria fazendo isso. O que nos leva ao próximo e principal item desta lista
· Reconhece Moqorro como perigoso
A reação explosiva da mulher morena ao ver Moqorro parece significar que ela o acha perigoso. Mas perigoso como? Para quem? Bem, a resposta depende de saber quem realmente é a mulher morena e quais seus propósitos.
Aqueles que acham que ela está sendo possuída magicamente ou servindo de olhos e ouvidos para poderes de clarividência e clariaudiência, seja por parte de Euron ou dos Warlocks, pensam que estes sabem que Moqorro põe seus planos em riscos, pois os poderes do sacerdote vermelho permitem saber que a mulher morena é uma marionente.
Já aqueles que acreditam que a mulher morena está envenenando ou adoecendo Victarion pensam que a reação dela se deu em decorrência de que ela sabe dos poderes “curativos” do sacerdote e que todo o trabalho que ela está tendo será perdido no momento em que Moqorro entrar em ação.
E há aqueles que acreditam que a mulher morena sabe que Moqorro não está ali para curar Victarion, mas sim para trazer um sofrimento ainda maior. Nesta hipótese a mulher morena estaria tentando avisar Victarion sobre o perigo que Moqorro representa, mas não tem como expressar isso devido à mudez e à personalidade tosca de Victarion.
Porém, todos concordam em um ponto: a mulher reconheceu Moqorro. A pergunta não deveria ser “que tipo de perigo ela acha que Moqorro representa”. Isso acho dificílimo de adivinhar. Mas parece um pouco mais factível se especular sobre “de onde ela conhece Moqorro ou alguém como Moqorro”.
Para isso precisamos listar as características visíveis sobre Moqorro. Aquelas que fariam alguém entender quem ele é logo à primeira vista:
  1. Porte físico impressionante
  2. Cor de pele singular
  3. Tatuagens de chamas no rosto
Quanto ao porte físico, duvido que isso faça alguma diferença para a mulher morena, haja vista que há homens como Andrik, o Sério entre os homens de ferro.
A cor de pele da pele de Moqorro pode gerar duas reações. Uma demonstração simples de racismo, como ocorreu com os primeiros Ghiscari a chegarem às Ilhas do Verão (TWOIAF, As Ilhas do Verão). Ou a cor pode realmente vir de algo que lembre “um homem que foi tostado nas chamas até que sua carne carbonizou e caiu soltando fumaça de seus ossos”.
Nesse último caso, a cor da pele de Moqorro denunciaria algum grau avançado de poder místico. O fato de a mulher morena ter percebido isto induz a pensa que ela pode ter tido algum encontro com este tipo de pessoa no passado. Um encontro traumático, claro.
Por fim, se forem as tatuagens, simplesmente a mulher morena tem algo contra sacerdotes de R’hllor.
A parte interessante é que Moqorro não mostra interesse algum na mulher. Mas Moqorro não mostra interesse algum em ninguém, nem mesmo os tripulantes que pediram que Victarion o matasse.
Os homens de Euron são compostos de “mudos e mestiços”. Isso quer dizer que os mestiços não são necessariamente mudos. Vimos, inclusive, que um dos filhos bastardos mestiços de Euron fala. Portanto, cortar a língua da mulher morena foi uma atitude deliberada de Euron. Ou ela era parte da tripulação como os demais mudos?
Por outro lado, diante de tantas possibilidades de origens estrangeiras para a mulher, fica a pergunta: ela fala a língua comum? Sequer entende o que Victarion está falando?

Propósito e futuro

Se a mulher é uma espiã de Euron, então Euron está fazendo uma farta colheita. Mas de que serve toda esta informação agora? Será útil a Euron ou aos Warlocks no futuro saber que Moqorro está com Daenerys? Ou as notícias de que Daenerys está morta já podem ser suficientes?
Em suma, que futuro existirá para a mulher morena se tantas pessoas apostam na morte de Victarion? O próprio Victarion pensa em fazê-la de camareira:
– Ela será minha esposa, e você será minha camareira. – Uma camareira sem língua nunca deixaria escapar nenhum segredo.
Ele poderia ter dito mais, mas foi então que o meistre chegou, batendo na porta da cabine, tímido como um rato.
(ADWD, O Pretendente de Ferro)
Há também a possibilidade de que ela carregue um filho de Euron em si. Afinal, o próprio VIctarion suspeita de que Euron já havia se deitado com a mulher antes de passa-la a ele.
Por terminar as especulações sem spoilers, seria a mulher morena uma feiticeira com poderes próprios e um objetivo claro em Meereen?

Especulações com spoilers de Ventos do Inverno

O capítulo de Victarion em Ventos do Inverno não é completo. Ele termina com algumas notas sem transcrição literal dos eventos:
❖ A mulher morena sangra o braço de Victarion em uma bacia. Victarion esfrega o sangue no berrante, murmurando suavemente para ele “​Meu berrante… dragões…”;
❖ Victarion masturba a mulher morena, não há penetração. Ele pensa que não gosta de transar antes da batalha;
❖ A mulher morena o ajuda a colocar a armadura, ele faz um discurso vibrante para a tripulação, e eles velejam em direção a Meereen.
(TWOW, Victarion)
Como a mulher morena é citada em todas as notas finasi, algumas perguntas ficam no ar:
Se Euron ou os Warlocks estão assistindo VIctarion reinvindicar o berrante via mulher morena, eles teriam algo preparado para fazer caso isso acontecesse? Fazia parte dos planos?
Qual é a importância de Victarion masturbar a mulher morena? Teria alguma relação com o braço que ele usa para fazer isso? Victarion usaria seu braço fumacento para fazer algo do tipo? Por que diabos ele faria algo do tipo?
A mulher morena fica para trás no navio quando os nascidos no ferro descem para atacar Meereen. Ela pode sabotar alguma parte dos planos? Teria alguma relação com o Atador de Dragões?
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2020.02.14 02:24 FanFan13 5 formas poco conocidas de ser contratado rápidamente

Desde que pedimos cita previa al Inem, has que al final conseguimos un trabajo pasan de media mas de 23 días, pero... ¿Y si pudiéramos acelerar este paso?. Por suerte para ti hemos compilado una lista de 5 cosas que puedes hacer para que te contraten más rápido.
Desde su currículum hasta el seguimiento, estos trucos son lo que necesita para encontrar el trabajo de sus sueños y, con suerte, ser contratado más rápido. Compruébelo usted mismo:
El proceso de contratación dura aproximadamente 23 días, pero aquí hay 5 pequeños secretos para ser contratado rápidamente:
  1. Sea específico...
El tiempo es precioso cuando se busca un nuevo trabajo. No lo malgastes rellenando un montón de solicitudes para lugares en los que sólo estás semi-interesado. En su lugar, tómate el tiempo para averiguar el tipo de puesto que realmente te gustaría y luego dedícate a encontrar algo que coincida. La mayoría de las bolsas de trabajo y sitios de reclutamiento te permiten hacer búsquedas específicas para encontrar un trabajo que te guste y con el que tengas éxito.
Escribe unas cuantas palabras clave que se ajusten a las funciones del puesto y a la experiencia laboral que tengas, para que puedas utilizar la funcionalidad de búsqueda de cada sitio en tu beneficio. Estas búsquedas específicas también te permiten especificar la proximidad de los resultados en cuanto a la ubicación, el salario y el nivel de empleo. Los resultados te indicarán los puestos disponibles mucho más cercanos a tus deseos. Una vez que tengas una coincidencia, rellenar la solicitud será mucho menos tedioso que solicitar un puesto en el que no estés tan interesado.
  1. No te conformes
Permanece específico en lo que se refiere a dónde quieres trabajar. Sólo porque haya 10 vacantes en tu campo, no significa que debas aplicar a todas ellas. Investigue la marca de su empleador en línea y hable con sus amigos y familiares, para que encuentre una empresa y un puesto que se ajuste a sus valores y necesidades laborales.
Antes de comenzar tu investigación, intenta recopilar una lista de lo que es la empresa perfecta para ti, el tipo de ambiente de trabajo en el que te desenvuelves y las empresas que te entusiasman.
  1. No te rindas sin más
Has investigado y presentado tu solicitud/ curriculum vitae, ¿pero ahora qué? Mantén los ojos abiertos a otros posibles empleadores y a las oportunidades que se presenten, es mejor solicitar muchos puestos que te interesen que sólo solicitar uno o dos.
Si una empresa envía una carta de rechazo, aprovecha esta oportunidad para preguntarles qué podrías haber hecho de forma diferente, y construir sobre eso para la próxima vez.
  1. Recuerde la carta de presentación
Los gerentes de contratación sólo pasan entre 5 y 7 segundos revisando un currículum, así que es importante llamar su atención con una carta de presentación. Es la mejor práctica cambiar la carta de presentación para cada puesto que se solicita.
Haga un breve resumen de sus cualificaciones y mencione cómo planea ayudar a la empresa a prosperar. Los gerentes de contratación quieren saber qué te diferencia de los demás solicitantes. Sin esto, es posible que tu currículum no destaque y que te dejen de lado para el puesto.
  1. Currículum vitae específico del trabajo
Al igual que tu carta de presentación, cada currículum que envíes debe centrarse en ese trabajo en particular. Asegúrate de destacar ciertas habilidades y experiencia que sirvan para ese puesto.
Sin ellas, puede que el sistema de seguimiento de los solicitantes o el gerente de contratación no lo detecten y lo descalifiquen inmediatamente para el trabajo. Deje de lado las cosas que tienen muy poco que ver con el puesto, así tendrá espacio para lo que sí.
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2020.01.20 03:58 altovaliriano Arya Stark

Mais uma vez o “sábado de personagens” deslocado para o domingo. E mesmo assim atrasa...
Hoje, Arya Stark é a personagem da semana.
Arya é literalmente a filha do meio de Catelyn e Eddard. A terceira de cinco. A segunda do sexo feminino. Mas é a única criança de Catelyn que se parece com uma Stark. Esta constatação, isoladamente, já revela como Arya se diferencia de seus irmãos.
Porém, o caso de Arya vai mais além. Ela herdou o espírito selvagem da família de Eddard, sendo especialmente parecida com sua falecida tia Lyanna. Talvez por isso que Ned tenha tanta tolerância com Arya e seus ímpetos aventureiros e inclinações marciais. De todo modo, Ned não poderia alegar desconhecer que sua filha não aceita exercer os papéis que são relegados às mulheres nos Sete Reinos:
– E eu posso ser conselheira do rei, construir castelos ou me tornar Alta Septã?
– Você – disse Ned, dando-lhe um suave beijo na testa – casará com um rei e governará seu castelo, e seus filhos serão cavaleiros, príncipes e senhores e, sim, talvez mesmo um Alto Septão.
Arya fez uma careta.
– Não – ela protestou –, esta é a Sansa – dobrou a perna direita e voltou aos exercícios deequilíbrio. Ned suspirou e a deixou ali.
(AGOT, Eddard V)
A natureza diferenciada de Arya, porém, tem seus custos. E o principal custo é sua convivência com sua irmã Sansa. Martin chegou a declarar (vide seção abaixo) que Arya foi criada primeiro, mas que a personagem estava muito bem relacionada com os demais irmãos. Assim, ele sentiu que era necessário criar Sansa para atazana-la.
De fato, o papel de Sansa e Jeyne Poole é apenas o de ridicularizar Arya e fazer com que ela frequentemente sentisse que não tinha competência para desempenhar os papéis que eram esperados dela como mulher. Ao longo dos livros, estes sentimentos parecem não se alterar. De modo que fica cada vez mais evidente que o afeto que as irmãs nutrem uma pela outra é, no máximo, distante:
Sansa era educada demais para sorrir da desgraça da irmã, mas havia o sorriso afetado de Jeyne no seu lugar. (AGOT, Arya I)
Arya saíra ao senhor seu pai. Os cabelos eram de um castanho sem brilho, e o rosto, longo e solene. Jeyne costumava chamá-la Arya Cara de Cavalo, e relinchava sempre que ela se aproximava. (AGOT, Arya I)
Sansa sonhara em ter uma irmã como Margaery; bela e gentil, com todas as graças do mundo às suas ordens. Arya havia sido completamente insatisfatória no que tocava a ser irmã. (ASOS, Sansa II)
A Agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. (AFFC, Arya II)
Dentre seus irmãos, Arya somente desfruta de um relacionamento próximo com seu “meio-irmão” Jon Snow. Não é coincidência que Jon seja outra pessoa por quem Sansa nutre um afeto distante. Arya e Jon dividem algumas características. Ambos não se adaptam bem à atual dinâmica familiar de Winterfell e são os parentes de Eddard que mais se assemelham a ele. Estas peculiaridades provavelmente foram as responsáveis por unir Jon e Arya.
Entretanto, muitos leitores enxergam mais do que isso. Há durante toda a saga diversos momentos em que os “meio-irmãos” pensam um no outro em contextos que sugerem inclinações românticas, ainda que platônicas.
GRRM afirma (vide seção abaixo) que tais indícios eram fortes no primeiro livro, quando ainda existia a idéia de tornar Jon e Arya um par romântico, mas que isso foi sumindo dos livros ao longo da saga. Tudo não poderia ser algum tipo de complexo fraterno.
Entretanto, não é o que se verifica nos livros seguintes. A última vez que Arya e Jon se viram foi no começo de A Guerra dos Tronos, mas eles ainda estão pensando carinhosamente um no outro mesmo nos mais recentes volumes da série:
Ygritte trotou para o lado de Jon enquanto este reduzia o passo do garrano. Ela dizia ser três anos mais velha do que ele, embora fosse quinze centímetros mais baixa; qualquer que fosse a sua idade, a garota era uma coisinha rija. Cobra das Pedras chamara-a de “esposa de lança” quando a tinham capturado no Passo dos Guinchos. Não era casada e sua arma favorita era um pequeno arco curvado feito de chifre e represeiro, mas “esposa de lança” ajustava-se a ela mesmo assim. Lembrava a Jon um pouco sua irmã, Arya*, embora esta fosse mais nova e provavelmente mais magra. Era difícil dizer se Ygritte era magra ou gorda, comtodas as*peles que usava.
(ASOS, Jon II)
Ela nunca se incomodara em ser bonita, mesmo quando era a estúpida Arya Stark. Apenas seu pai já lhe chamara daquilo. Ele, e Jon Snow, algumas vezes*. Sua mãe costumava dizer que ela poderia ser bonita se lavasse e escovasse o cabelo e tomasse mais cuidado com suas roupas, do jeito que a irmã fazia. Para a irmã, as amigas dela e todo o resto, ela fora apenas Ary a Cara de Cavalo. Mas estavam todos mortos agora, até mesmo Arya, todos menos seu meio-irmão Jon. Algumas noites, ela ouvia falarem dele nas tavernas e bordéis do Porto do Trapeiro. O Bastardo Negro da Muralha, os homens o chamavam.* Nem mesmo Jon teria reconhecido a Cega Beth, aposto. Aquilo a deixava triste*.*
(ADWD, A Garota Cega)
Em todo caso, qualquer que seja, foi este sentimento que moveu Jon Snow a abandonar seus votos e desertar a Patrulha. Assim, é algo que move Jon em direção à Arya e o leva a aceita-la da forma que ela é.
Tal qual Eddard, Jon não desdenha da aptidões de Arya. Ele foi, em verdade, o primeiro patrocinador delas, antes mesmo do pai. Ao presentar a “irmã” com Agulha, Jon semeou o terreno para que Eddard oferecesse a Arya um treinamento de dançarina da água. É notório que Eddard estava tentando desviar Arya de ambições maiores (como a cavalaria, por exemplo), mas a história de Agulha e o treinamento com a Syrio Forel forem responsáveis por plantar prenúncios frutíferos na história.
O primeiro foi tornar Braavos uma cidade com a qual Arya tinha uma ligeira familiaridade. Assim, quando ela tivesse que ir para lá, não parecesse um total tiro no escuro. A segunda é a frase que Jon Snow diz antes mesmo de presentar a irmã:
Quanto mais tempo ficar escondida, mais severa a penitência. Costurará durante todo o inverno. Quando chegar o degelo da primavera, encontrarão seu corpo ainda com uma agulha bem presa entre os dedos congelados.
(AGOT, Arya I)
Muitos leitores veem nesta frase um prenuncio de que Arya poderia morrer durante a Batalha pela Alvorada. Assim, caso se corpo fosse encontrado com a espada Agulha presa às suas mãos, saberíamos que as palavras inocente de Jon se provaram proféticas. Até mesmo poderia servir para que o corpo de Arya fosse identificado mesmo se ela estivesse com um rosto diferente.
Outro fato de nota que ocorreu a Arya antes de partir para Porto Real e todas as aventuras que se seguiram daí foi a adoção da loba gigante Nymeria. Ainda que soe natural que Arya daria um nome de uma mulher ousada para sua loba, a referência dornesa parece de alguma forma distante demais da realidade nortenha para que não haja algum significado nesta escolha... ou talvez seja apenas um detalhe de construção de mundo.
Qualquer que seja o caso, Nymeria e Arya foram separadas com pouco tempo de criação e adestramento. Este tempo,entretanto, foi suficiente para que o dom como troca-peles de Arya fosse despertado. O fato de que Nymeria conseguiu sobreviver ao ser forçada a fugir foi determinante para o desenvolvimento à distância das aptidões de Arya.
Plantadas estas idéias no leitor, Martin segue até o final de A Guerra dos Tronos fazendo com que Arya passe por horas de treinamento, ocasionalmente usando-a como espectadora de eventos inusitados, como o encontro entre Illyrio e Varys no subsolo da Fortaleza Vermelha. Um fato curioso deste encontro é que Arya observa bem a fisionomia de Illyrio, mas não a de Varys (que está disfarçado). Dessa forma, uma amiga me questionou se isso não seria um indício de que Arya poderia ter que acabar recusando uma missão da Casa do Preto e do Branco para matar Illyrio no futuro, pois o “conhece”. É uma questão a se pensar...
De toda forma, Arya presencia em mais vivacidade o massacre dos homens Stark no momento da prisão de seu pai, assim como está presente quando ele tem sua cabeça cortada. A fuga da Fortaleza Vermelha, inclusive, a provoca a matar uma pessoa pela primeira vez na vida: um cavalariço de sua idade que poderia denunciá-la.
Quando Yoren a extrai de Porto Real para leva-la ao Norte, Arya começa a ter que sobreviver em meio ao luto. Assim como Sansa, Arya é deixada em circunstância hostis. Durante os A Fúria dos Reis, ambas as garotas suportam muitos abusos e humilhações, mas ao menos Sansa pôde contar com relativo conforto. Da parte de Arya, ainda que ela desde pequena se sinta à vontade em meio à plebe, a jornada se prova particularmente árdua. Especialmente porque Arya se vê pela primeira vez vivendo sobre uma nova identidade.
Após a morte de Yoren, não demora para que o grupo de órfãos vire presa de Gregor Clegane e seu bando. Conforme se passam no cárcere, Arya começa a bolar sua famosa lista, com todas as pessoas que ela julga responsável por trazer sofrimento a ela e àqueles ao seu redor. O que é curioso é que, apesar de listar o Rei Joffrey entre os albos, a garota de 9 anos não tenha o discernimento de que sua lista somente mira em capangas e fantoches, mas esquece de vilões de verdade, como Tywin Lannister.
Essa falta de discernimento se repete quando Arya está em Harrenhal e Jaqen a oferece 3 mortes em troca das vidas que ela salvou do incêndio. Novamente, a garota Stark se limita a indicar nomes sem importância. Quando surge a ideia de nomear Tywin Lannister, sentimentos nacionalistas a fazem burlar a barganha de Jaqen para convencê-lo a ajudá-la na libertação dos prisioneiros nortenhos e dos homens Frey. Portanto, Arya não demonstra não empregar seu potencial assassino para grandes causas, atendo-se a pequenas vinganças e revanches.
Ainda assim, Jaqen entrega a Arya a moeda de ferro que mais tarde a levaria a Braavos para o treinamento junto aos homens sem rosto. O que causa curiosidade seria o motivo pelo qual Jaqen selecionou a menina. O perfil dela não combina com o da seita, como vemos ao longo de Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Sem falar que ele a presenciou fazendo uma barganha contra o próprio Jaqen.
Fora de Harrenhal, Arya acaba novamente sendo feita prisioneira alguns dias depois de partir. Mas dessa vez, é reconhecida e fica permanentemente na expectativa de ser levada a sua mãe, não importa se vendida ou simplesmente entregue. Mas o objetivo da viagem que Martin a impõe é conhecer os efeitos da guerra sobre as Terras Fluviais, sob o ponto de vista dos camponeses.
Antes que essa jornada termine, porém, duas coisas ocorrem: Arya é raptada por alguém em sua lista (Sandor Clegane) e Roose Bolton informa que encontrou Arya e vai enviá-la ao Norte.
Como GRRM gosta de lembrar as semelhanças entre Arya e Lyanna, não há como não enxergar em seu rapto ecos do rapto de sua tia por Rhaegar Targaryen. Talvez haja aqui algum paralelismo que estamos deixando de enxergar. Mas as distinções são bem claras. Sandor estava levando Arya de volta pra casa, enquanto Rhaegar estava levando Lyanna para longe do Norte. Um detalhe incidental nesta questão é que Sandor “morre” à beira do Tridente tal qual Rhaegar (ainda que este tenha morrido no vau rubi, local que Arya e Sandor evitaram).
Quanto ao segundo evento, a farsa de Jeyne Poole como a falsa Arya permitiria que a verdadeira se tornasse, de fato, ninguém. A intenção, claro, era fechar uma ponta para resgatar a história dali a 5 anos, quando Jeyne Poole já estivesse estabelecida como Arya. Neste futuro que nunca aconteceu, Arya haveria florescido, o que era a intenção de Martin. Ele sempre cita como as histórias dos adultos não tinha tempo para esperar que “Arya chegasse a puberdade”.
De fato, como Arya é comparada com Lyanna diversas vezes, seria de se esperar que a puberdade lhe avivasse a beleza selvagem e que já a víssemos em Braavos em estado avançado de seu treinamento. Se sabe que o primeiro capítulo de Arya em Os Ventos do Inverno foi escrito antes de Martin abandonar o salto de 5 anos, portanto, as circunstâncias que ela parece que vai viver agora aos 11 anos seriam aquelas que, originalmente, se pensava que ela viveria ao 16 anos (aproximadamente a mesma idade que Lyanna tinha quando morreu).
Porém, o caminho seguido em O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões foi acompanhar o treinamento de Arya desde o começo. Muitos leitores acusam estes capítulos de serem encheção de linguiça, mas eu os entendo apenas como lentos. Há 3 linhas mestras acontecendo neles: 1) modificações na política de Braavos, 2) conflitos internos da própria Arya não querendo abandonar sua herança Stark, 3) revelação de segredos da Casa do Preto e do Branco.
Caso o salto temporal houvesse ocorrido, eu imagino que os 2 primeiros itens poderiam ser contados facilmente via flashbacks, sem necessidade de presenciarmos as sementes serem plantadas (que é o que Martin parece ter feito ao longo de Festim e Dança). Porém, o terceiro item me parece ser o cerne dos capítulos de Arya, como ou sem salto temporal.
Era de se esperar que os sacerdotes não fiquem contando segredos a acólitos tão novos como Arya. Mas o Homem Gentil parece estar estranhamente aberto a instruir uma aprendiz com menos de 1 ano de Casa sobre a história da seita e lhe permitir fazer missões com rostos novos. E Arya não está se provando ser digna dessa confiança.
Bem, na série da HBO, a Casa do Preto e do Branco tentou eliminar Arya, mas ela simplesmente se mostrou superior ninguém sabe como. Em A Dança dos Dragões, Arya demonstrou estar um passo à frente do Homem Gentil entrando na pele de um gato de rua que a seguiu até o templo. Com este truque ela conseguiu descobrir que era o sacerdote quem a surrou quando estava cega.
Muitos leitores especulam que esta habilidade sobrenatural seria uma vantagem que Arya usaria para trapacear nos treinamentos, haja vista que não é uma habilidade pela qual Homens Sem Rosto são famosos. Daí, afirmam esses leitores, quando a convivência na Casa do Preto e do Branco se tornar insustentável e um Homem Sem Rosto for enviado para eliminar a discípula rebelde, os poderes de troca-pele são o diferencial que faria com que Arya sobrevivesse ao ataque do assassino e pudesse escapar de Braavos para Westeros.
O retorno de Arya a Westeros é outra icógnita. Atualmente não sabemos de motivos que a tirariam de Essos. Alguns apontam a morte de Jon Snow como o combustível. Mas eu costumo argumentar que Arya matou o cantor Dareon simplesmente por ele ser um desertor, como Jon. Outros acreditam que Arya saberá sobre o próprio casamento com Ramsay e virá a Westeros para desfazer a farsa. E, por fim, há aqueles que dizem que ela simplesmente voltará para matar Freys, Boltons e o restante de sua lista.
Porém, há um grande consenso que esta volta implicará em um encontro com sua mãe, agora na forma de Senhora Coração de Pedra. Alguns acreditam que este encontro será chocante o suficiente para mudar a cabeça de Arya com relação ao seu desejo de vingança. Outros acreditam que a confluência de objetivos só tornará tudo duplamente letal.
Bem, qualquer quer seja o desfecho da história, ainda não foi publicado. Nos resta especular.

Declarações de GRRM sobre Arya

PERGUNTAS

  1. Jon e Arya têm inclinações românticas reais (ainda que platônicas) um pelo outro? Ou é apenas Freud em ação?
  2. A frase de Jon sobre Arya ser encontrada congelada com agulha na mão é um presságio de que ela morrerá na batalha da alvorada?
  3. O fato de ter nomeado sua loba como Nymeria, revela que Arya teria alguma propensão para viajar a Dorne nos próximos livros?
  4. Os poderes de troca-pele de Arya são alguma forma de trapaça para o treinamento dos Homens Sem Rosto?
  5. O rapto de Arya por Sandor ecoa de alguma forma o rapto de Lyanna por Rhaegar?
  6. Você acha que os capítulos de Arya em Braavos estão mais para encheção de linguiça ou escalada de tensão?
  7. Que diferença você acha que o abandonado “salto temporal de 5 anos” faria na história de Arya pós-A Tormenta de Espadas?
  8. Você acredita que os poderes de troca-peles de Arya a farão uma assassina particularmente perigosa entre os Homens Sem Rosto?
  9. O que você acha que vai levar Arya de volta a Westeros?
  10. Você acredita que Arya se encontrará novamente com seus irmãos, Jeyne Poole ou Senhora Coração de Pedra? Caso positivo, que tipo de reação você espera que ela tenha nestes encontros?
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2019.06.24 21:44 opaumadrid 6 ideas de prospección de bienes raíces para ayudarlo a obtener nuevos clientes de bienes raíces

Paso 1: Establecer objetivos de prospección realistas

Calcule la cantidad de prospectos con los que debe ponerse en contacto para bloquear la cita de un vendedor o vendedor. Los agentes veteranos sugieren que los principiantes comiencen con cinco contactos por día, una ventaja asegurada por día y una cita de listado asegurado por semana. Sin embargo, también debe hablar con su agente sobre el promedio de la empresa o lo que es estándar para su mercado. Obtener nuevos clientes como agente de bienes raíces es un trabajo arduo, pero confiar en su correduría para ayudarlo a establecer objetivos y procedimientos elimina algunas de las conjeturas.

Recuerda que eres nuevo en esto. Como la mayoría de las personas, necesitará un período de calentamiento para ganar confianza y aumentar sus habilidades de prospección. Así que es mejor establecer metas más manejables inicialmente.

Paso 2: Comprometerse con las ideas de prospección inmobiliaria

La prospección es esencialmente cualquier actividad que implique directamente el contacto verbal o en persona con las personas con el único propósito de obtener su negocio. Para ver los resultados, es importante comprometerse con las tácticas de prospección de bienes raíces y seguirlas. Después de haber probado cada idea con entusiasmo, puede evaluar si está obteniendo el mejor retorno de la inversión o si necesita una nueva estrategia.

Aquí hay varias ideas y actividades de prospección de bienes raíces para probar:


Paso 3: pasa tu tiempo sabiamente

Ciertamente, usted desea cantidad, ya que mientras más oportunidades genere, más posibilidades tendrá de acumular suficientes negocios para alcanzar sus objetivos. Sin embargo, no desea perder su tiempo centrándose en clientes potenciales fríos y callejones sin salida. Si sus prospectos no están listos para tomar una decisión sobre bienes raíces, no los convierta en una prioridad máxima.

Durante las conversaciones iniciales con prospectos de bienes raíces, pregúnteles cuán motivados están para comprar o vender y cuándo planean tomar una decisión. Luego priorice a aquellas personas que estén dispuestas y sean capaces de hacerlo en el plazo más breve.

Paso 4: No lo pospongas

La prospección de bienes inmuebles incoherente y retrasada es particularmente perjudicial debido a la demora entre el momento en que comienza a trabajar con un cliente hasta el momento en que recibe el pago. Tenga en cuenta que generalmente toma entre 60 y 90 días desde el momento en que comienza la prospección hasta que recibe un cheque de comisión. Si desea obtener nuevos clientes en bienes raíces, debe comenzar lo antes posible.

Desde el primer día, asegúrese de dedicar el tiempo suficiente a desarrollar ideas de prospección de bienes raíces, realizar un seguimiento de sus objetivos y actividades de prospección y hacer un seguimiento de sus contactos. Esto ayudará a garantizar que usted asegure y mantenga una cantidad sólida de clientes potenciales de calidad.

Paso 5: Haz que la prospección sea parte de tu rutina diaria.

Para crear una cartera de prospectos de bienes raíces que crecerán y sustentarán su negocio, tiene que prospectar cada día. Conseguir nuevos clientes en bienes raíces es una gran parte de su trabajo al principio. Hacer un montón de llamadas durante dos días seguidos y luego nada durante una semana no lo cortará. En su lugar, debe tratar la prospección de la misma manera que lo haría con cualquier otra cita importante. Limpia tu agenda y enfócate completamente en ello. Al final de cada día, evalúe sus esfuerzos de prospección y establezca objetivos para el día siguiente.

Paso 6: Conoce la ley.

Dado que gran parte de su prospección se realizará por teléfono, es vital que conozca y respete las políticas legales del Registro de No Llamar (DNCR). Las bases de datos estatales y nacionales de DNCR contienen los números de teléfono de los consumidores que han optado por no ser solicitados por compañías con las que aún no tienen tratos comerciales. No respete, y podría ser penalizado o multado, hasta $ 11,000 por violación. Así que asegúrese de registrarse con el DNCR y verifique qué números ya figuran en la base de datos nacional. Para poder conocer todavía más acerca de cómo ser tu propio líder y emprender a invertir tu pasta de la mejor manera, te recomiendo Franquicias para comenzar a tomar acción.
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
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Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
The post Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana appeared first on The Intercept.
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2016.07.10 08:24 EDUARDOMOLINA El PSOE, ante el nudo gordiano. Lo peor, lo que hay que excluir, no es no contar con un Gobierno de inmediato. Lo peor es tener un Gobierno que la inmensa mayoría de los ciudadanos no queremos.

Javier de Lucas
http://www.infolibre.es/noticias/opinion/2016/07/09/el_psoe_ante_nudo_gordiano_52314_1023.html
"El PSOE se encuentra en una situación típica de lo que los clásicos llamaban argumento cornudo o dilemático. Ante su ejecutiva federal se abren dos opciones y las dos, malas. El ejemplo clásico es el que Diógenes Laercio atribuye a Sócrates. Parece que una vez le preguntaron a Sócrates si era mejor casarse o no. Y el sabio respondió: es igual, hagas lo que hagas, decidas una cosa u otra, te arrepentirás.
Hay que reconocer la habilidad de Rajoy y del PP para endosar ese dilema al PSOE. Porque, indiscutiblemente, si alguien tiene la responsabilidad de tomar posición, más aún, según se subraya enfáticamente, de decidir a la altura de la “responsabilidad de Estado”, en aras del “interés general”, que debe sobreponerse al del partido (y, además, ya, con toda urgencia, es decir, con la que jamás ha tenido ni Rajoy ni el PP), ese es Rajoy y el PP. De acuerdo con su propio argumentario, como lista más votada les corresponde actuar y cuanto antes. Pero no, estos (ir)responsables, se contentan con pasar la carga al PSOE y a Sánchez y esperar a que se lo solucionen.
Ciertamente, el PSOE lo tiene difícil: si opta por una coalición con un partido al que ha denunciado por las pruebas abrumadoras de corrupción sistémica para la autofinanciación fraudulenta (en la que no puede no estar implicada del presidente del partido, salvo que opte por aquello de “no sé; yo no me ocupaba”, la “ignorancia deliberada”, que no le ha servido a Messi, aunque quizá si a la infanta), sería una traición en toda regla a los votantes del PSOE. También se produce esa traición al mandato de sus casi cinco millones y medio de electores (22.67%), si acaba permitiendo con su abstención que se constituya otro Gobierno de Rajoy. Lo primero parecen tenerlo claro todos en la ejecutiva del PSOE. Lo segundo, no: un sector relevante se alinea con Felipe González y echa mano de la “responsabilidad de Estado”: no se puede permitir que nos veamos abocados a una tercera cita electoral en la que, verosímilmente, las perspectivas parecen especialmente negativas para un PSOE al que todos señalarían con el dedo como responsable. Ahora bien, ¿cómo desconocer que el precio de la coherencia con los principios y programas va a llevar consigo su estigmatización como irresponsable, como origen de un nuevo proceso electoral? Hagas lo que hagas, sin perdón, la cagas.
Sin embargo, creo que ante este dilema es posible salir al modo de Alejandro cuando se enfrentó con el nudo gordiano. El PSOE debe cortar el dilema, negándolo. Porque hay una opción que le puede salvar de la cornada que le pilla sea cual sea la opción del dilema que escoja.. Se trata de negar el planteamiento y hacerlo precisamente acudiendo a un criterio bien asentado en la ética política por Spinoza (y, en cierto modo, por Kant).
Dejó escrito Spinoza (para que lo desarrollara Hegel) que la vía para la determinación es la negación. Me atrevo una interpretación muy poco ortodoxa para relacionarlo con el clásico motto kantiano para describir las dificultades de las decisiones propias del ámbito de la razón práctica (la moral, la política, el Derecho): nuestra necesidad de actuar supera siempre la posibilidad de conocer y, por eso, la angustia ante una decisión que no podemos fundar de modo inequívoco, que comporta el riesgo del error. Pues bien, lo razonable es proceder por exclusión, la vía negativa. No sabemos qué será lo mejor. Pero quizá si que es lo peor, que es lo que no nos gusta, lo que rechazamos. Lo que debemos excluir.
Y eso es lo que viene en ayuda para salir del dilema aparentemente planteado al PSOE. Porque lo peor, lo que hay que excluir, no es no contar con un Gobierno de inmediato. Lo peor es tener un Gobierno que la inmensa mayoría de los ciudadanos no queremos. No se trata de tener Gobierno a toda costa so pretexto de la responsabilidad de Estado. La verdadera prioridad, el verdadero sentido de Estado es tratar de no ofender aquello que la mayoría de los ciudadanos excluyó como opción de Gobierno el 26 de junio: más del 67% no queremos un Gobierno de Rajoy y de su PP. Ergo el PSOE no debe de ninguna manera hacer posible ese Gobierno. La responsabilidad de Estado exige precisamente lo contrario: hacer posible otro Gobierno. ¿Difícil? Evidentemente. Pero es que estamos ante una necesidad en la que han insistido los ciudadanos dos veces en seis meses. Y, además, es lo menos irrazonable.
Porque irrazonable es pensar que el mejor Gobierno es el de un presidente y un grupo dirigente de un partido que insiste en recetas políticas que afectan negativamente a la mayoría de los ciudadanos, que cada día se levanta con un nuevo testimonio de corrupción que evidencia que no se trata de casos aislados sino de un modo de organización y financiación del partido, que ha llevado a España a un cul de sac en la gestión del problema con Cataluña, que practica y justifica disparates como los de la “policía patriótica”, que ha convertido a nuestro país en irrelevante no ya en el panorama internacional, sino en el europeo. Ese partido, que tiene un indiscutible y relevante apoyo de los ciudadanos (casi 8 millones), debe regenerarse: pero sabemos que no lo hará si continúa en el poder.
Y aquí nos encontramos con otra razón que excluye el apoyo al Gobierno de Rajoy como una decisión razonable. Es el propio país el que, por decencia, por pedagogía democrática, necesita otro Gobierno. Se trata de mostrar a la ciudadanía que sí, que es posible una opción de Gobierno más decente, más esperanzadora, mejor. Por ejemplo, ¿por qué no un acuerdo de Gobierno para una legislatura corta que permita reformas elementales, imprescindibles para regenerar la acción política, las instituciones clave, que pueda replantear la relación con Cataluña? Ya sé que no serán las reformas de fondo, las constitucionales, en las que el concurso del PP es imprescindible, también porque no se deben hacer en contra del sentir de 8 millones de ciudadanos. Pero probablemente, tras dos años de otro Gobierno, el PP habría podido llevar a cabo una tarea de regeneración y todos estaríamos en mejores condiciones para seguir trabajando por el bien común."
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2015.03.10 13:13 anarxy_XXX Razones para la igualdad de genero con exposicion cientifica, opinión personal.

Esto no lo he escrito ahora, pero quiero compartirlo se hunda o no ahi queda
e aunque los que escribimos sea mejor o peor y seamos seres empaticos por naturaleza, en mi caso muchas no puedo hablar demasiado debido a mi heterosexualidad, por ejemplo, la cual me impide sentir como si fuera mío el deseo hacia mi propio sexo; pero eso no quita que sea una defensora de tal derecho, pues aunque no lo entienda, se que cada cual es como es, y que independiente al género, son personas igual de válidas que otro cualquiera, que para ser malo o bueno, equilibrado o no, no obedece al sexo al que pertenezca si no a la calidad de persona que sea.
Y es que me parece tan injusto que se defenestre a las personas, por lo que siente o en su intimidad hace o disfruta, que no puede quedar indiferente en mis hilos o escritos que dejo dispersos en la plaza.** Históricamente el sufrimiento de estas personas ha sido tan brutal al equivalente al genocidio del holocausto, y los castigos tan crueles y desmedidos por el mero hecho de ser diferentes que diré abiertamente que al pensar en ello, siento una pena infinita por la humanidad.** No obstante hoy no voy a hacer esa entrada, sin antes escribir si es posible una diferencia con base científica que sirva para humillar, rebajar o excluir a acorde al género., cuidado con el matiz sobre las diferencias,** la pregunta es si las diferencias invalidan a las personas por su genero**
Todos los seres pese a su sexualidad somos igual de válidos Existe una gran controversia sobre el tema del dimorfismo cerebral; por la parte que me toca abogar por el género humano, más que por el sexo que el azar decidió para mi, pues está en mi creencia que no hay limitaciones en el pensamiento más que los listones que te pone la vida. Al igual que asumo mis limitaciones en cualquier ámbito soy consciente de las diferencias entre hombre y mujer, al igual que lo soy con el resto de humanos donde se que existen, gente más fuerte o débil, más lista o tonta, más guapa o fea, o mas adinerada o más pobre, pero no se trata de competencias, porque no es un carrera hacia un puesto, si no de la justa recompensa de cualquier ser humano a buscar su puesto mediante el trabajo y el esfuerzo, para aprender a reconocer los valores individuales, y ver los pensamientos como el producto de un cúmulo de voluntades hacia la apertura del conocimiento, y no como roles biológicos que coartaran las posibilidades y argumentan la línea divisoria ya existente que provoca la mentalidad machista o feminista; si no es para ver en el contraste el complemento, para así aprender a potenciar nuestras actitudes, y reconocernos primero como ser, y después como integrante de una sociedad que aporta lo mejor de si mismo sea del sexo que proceda, dejando esto último a beneficio intimo de cada quien y causa individual de gozo.
Tengo que decir que la historia demuestra en su trayectoria multitud de vejaciones hacia el sexo femeninoy/o homesexual, y que esta diferencia que se hace alusión sobre una base científica, por lo general, sirve y es la causa de que no estemos en los puestos relevantes salvo casos puntuales o que paradojicamente apoyen politicas restrictivas, o conservadoras moralistas . Ppero no se trata de elevar por encima la mujer lo que persigue esta entrada, ni siquiera la igualdad porque ésta no existe en ningún ámbito, si no la igualdad referida como género humano donde como grupo nos complementamos con nuestras habilidades personales. Sobre todo comprender que más allá del sexo y sus estadísticas, todos somos personas donde las diferencias se hacen complementos y los roles no sean imposiciones, si no fruto individual de sus capacidades, con el mismo valor en todas las escalas a nivel social e intelectua
HISTORIA DE LA LATERIZACIÓN CEREBRAL A través de varios estudios científicos, se ha comprobado la necesidad diferenciada de sexos como fin reproductivo, siendo este tras algunos incisos sobre lo que apoya, tal dimorfismo, pues no es cierto que haya asimetría morfológica entre los hemisferios. No hay pruebas concluyentes fehacientes. Sólo hay docenas de observaciones contradictorias. A veces se publica que hay asimetría morfológica, y a veces que no. Lo único que ha sido comprobado, es a nivel reproductivo, siendo las hormonas las causantes de tal diferenciación, sin interferir en la capacidad de inteligencia, y por ende, en el cociente intelectual.
La inteligencia ha sido un factor fundamental para clasificar a las personas y justificar su posición social. Los modos de medirla han ido variando con el tiempo. Así, en el siglo XIX Se la evaluaba en función del tamaño del cráneo y del volumen del cerebro. Durante el siglo XX se modificó el método, empezando a aplicarse los tests de inteligencia. Lo que subyace a estas técnicas, según S. J. Gould, es el planteamiento erróneo de que la inteligencia es propiamente una entidad, una cosa unitaria.
Una vez rectificada la inteligencia, se comete una segunda falacia, explica el autor, que consiste en establecer una gradación numérica. De este modo, a cada individuo se le adjudica un número y se lo coloca en un lugar de la escala. Este procedimiento lleva siempre a descubrir que los grupos humanos (razas, clases o sexos)oprimidos y menos favorecidos son naturalmente inferiores y deben ocupar esa posición. Se concibe, entonces, la inteligencia como algo separado, medible, hereditario y, como tal, innato. Continuamos tratando aquí, por tanto, con planteamientos biologistas.
CRANOMETRÍA (medición del cráneo )
En el siglo XIX, como acabamos de señalar, se llevaron a cabo una serie de mediciones para calcular el grado de inteligencia de distintos grupos humanos. En estas investigaciones destacó P. Broca, con el que la craneometría se fue convirtiendo en una ciencia rigurosa y respetable. Según esta supuesta ciencia, el tamaño del cráneo y, con él, el del cerebro, estaba directamente relacionado con el nivel de inteligencia de cada persona.
Broca se documentó muy bien acerca de la diferencia de tamaño entre el cerebro masculino y el femenino, llegando a la conclusión de que el segundo era notablemente más pequeño. Era consciente de que había que tener en cuenta que los varones tenían en general un mayor tamaño corporal que las mujeres, pero, según decía, era evidente que éstas eran menos inteligentes. Por tanto, la distinta constitución física de las mujeres respecto de los hombres por sí sola no podía dar cuenta de las variaciones en el tamaño del cerebro. Sin embargo, Broca sí consideró el correctivo de la talla para mostrar que los alemanes no eran superiores G. Le Bon, psicologo francés discípulo de Broca, fue especialmente misógino, elitista y racista.
Según sus estudios, el volumen del cerebro de una mujer de raza blanca era semejante al de un varón negro. Los deterministas biológicos tienden a adjudicar rasgos semejantes a los diversos grupos humanos que consideran inferiores, justificando con ello que sus miembros ocupen escalafones bajos en la sociedad. Lo que llama la atención especialmente es que Le Bon, en su estudio de las civilizaciones y de las razas, que publica en 1894, llega incluso a reconocer que si los hombres tienen unas dotes intelectuales superiores a las de las mujeres, ello se debe a que han recibido educación y, posteriormente, se han ido transmitiendo hereditariamente de varón a varón estos avances adquiridos gracias a la instrucción. De ahí que en las razas inferiores las diferencias de tamaño entre cerebros según el sexo sean poco importantes. Esto se explica además porque en estos grupos las mujeres comparten los trabajos de los hombres, lo cual aumenta el volumen de sus cerebros y, con ello, su inteligencia. La mujer de raza blanca recibe, sin embargo, una educación que en lugar de desarrollar su inteligencia, la restringe. Pero esto ha de continuar siendo sí, afirma el científico, pues de lo contrario se pone en peligro la estabilidad social.
Los datos recogidos por estos científicos eran interpretados según sus creencias y conveniencias, pues si hubieran introducido los correctivos necesarios, ni siquiera hubieran podido afirmar con fundamento que el cerebro de los hombres es mayor que el de las mujeres.
Una muestra de que existió un gran sesgo en la valoración de esos datos lo tenemos en las conclusiones que sacó de ellos María Montessori, quien apoyó muchas de las tesis de Broca, pero no aceptaba las que se referían a la menor inteligencia de las mujeres. Según los cálculos hechos por ella, para los que tuvo en cuenta ciertos correctivos, los cerebros femeninos eran un poco mayores que los masculinos, por lo que afirmaba que las mujeres eran intelectualmente superiores a los hombres, que habían prevalecido únicamente por su fuerza física. De este modo, Montessori, al igual que los otros estudiosos, llegó a las conclusiones más acordes con sus propios deseos.
TEORIA DE LA LATERIZACIÓN HEMISFÉRICA Además de investigar el volumen del cerebro en función del sexo, Broca localizó el centro del lenguaje en el hemisferio izquierdo, dando lugar con ello a posteriores estudios sobre la localización de las diferentes aptitudes. Se empezó a hablar entonces de dominancia hemisférica y de lateralización haciendo referencia a este fenómeno. Los nuevos descubrimientos que fueron apareciendo ya en el siglo XX iban mostrando que el cerebro del varón estaba más lateralizado que el de la mujer. Teniendo en cuenta que el fenómeno de la asimetría entre los dos hemisferios no se daba en los animales, se concluyó que el hombre estaba más evolucionado en ese sentido que las mujeres y que, por lo tanto, ejecutaba mejor las tareas intelectuales.Se calificó el hemisferio izquierdo como racional y consciente y el derecho como emocional e intuitivo.Considerando que la conexión entre ambos era mayor en las mujeres que en los varones, se dijo que éstas eran más irracionales, pues la parte emocional de su cerebro impregnaba la racional. También durante el pasado siglo se llevaron a cabo investigaciones científicas que se centraban en las hormonas como responsables de estas diferencias. Las hormonas, se afirmó entonces, en diversos momentos del desarrollo del feto, masculinizan o feminizan el cerebro. El neuroendocrinólogo S. Goldberg en su obra "La inevitabilidad del patriarcado", publicada por primera vez en 1974, explica que los hombres muestran desde muy pronto una fuerte tendencia agresiva y dominante y sitúa la causa de este fenómeno en la hormona propiamente masculina, es decir, en la testosterona. De este modo, el patriarcado se convierte en una estructura natural e inevitable en cualquier tipo de sociedad humana. El sexo en la sociedad es, para los deterministas biológicos que estamos viendo no sólo inevitable, pues las hormonas así lo ordenan, sino también socialmente funcional, como demuestra la cita de Le Bon En la actualidad las investigaciones científicas parecen apuntar que, efectivamente, el cerebro es fuertemente influido por las hormonas sexuales (estrógenos y andrógenos) durante el período de gestación, lo que determina su estructura. De ahí, se afirma, que hombres y mujeres presenten diversas aptitudes. En este sentido, es ya un tópico señalar que las mujeres poseen más fluidez verbal que los varones, mientras que éstos son más aptos para determinadas tareas espaciales. No se detectan diferencias en el nivel de inteligencia global, simplemente hombres y mujeres resuelven los problemas de distinta manera y activan zonas diversas del cerebro para realizar una misma función. (*) Un articulo complementario del que extraigo un trocito: enlace *Cita TEXTUAL: --Para especies como la nuestra, en la que la única forma de reproducción es la sexual, la selección por sexos ha generado dimorfismo sexual; cada individuo para reproducirse debe ser macho o hembra. La diferenciación sexual es el proceso mediante el que los individuos desarrollan un cuerpo, sistema nervioso y conducta masculina o femenina. Aunque el cerebro sea un órgano sexualizado, ello no implica que un tipo de organización cerebral sea mejor que el otro, ni que el sexo sea usado como criterio fundamental per se para determinadas opciones profesionales y ocupacionales * No me cabe entero el estudio de un neurologo , pero lo dejare en un comentario abajo...
pero viene a concluir que
Señalando el matiz, que las diferencias son existentes como fines reproductivos y acercamiento y relación sexual.

- opinion.

cualquier diferenciación de los cerebros en base a la inteligencia en cada género, solo es un argumento más para establecer la linea divisoria entre sexos a lo largo de una penosa historia; no solo las mujeres lucharon, evidentemente, el libre pensamiento, la cultura, una sociedad completa...y no, no creo en las diferencias pese a los dimorfismos cerebrales, porque hombres y mujeres juntos lucharon para conseguir lo que hoy disfrutamos mujeres como yo, tanto monta, monta tanto, unos como otros.. Los dimorfismos cerebrales son tan solo válidos para el tratamiento médico en disfunciones sexuales u otros campos de la medicina. Lo único que se demuestra es que en la opción de como resolver un teroema, o ejecutar una acción , pese a que usara diferentes habilidades o su lógica discurriera cerebralmente para realizarlo vías diferentes, el resultado sería el mismo. Pero esto es una tontería también si lo pensamos pues si ya de principio cada ser humano tiene una habilidad y una perspectiva de ver la vida y hacer la cosas, dependerá más de la destreza o habilidades aprendidas y su capacidad individual como ser humano.
Lo único que se ha demostrado fuera de las diferencias de género que aumenta la capacidad intelectual, es la cultura y progresivo aprendizaje de la vida, entorno y demás Hombres, mujeres y homosexuales tenemos las mismas capacidades, la misma inteligencia, y la misma validez. Mientras convivamos con una palabra que tan solo marca la diferenciación como animales inteligentes y sociales que somos, con esa palabra impresa en nuestro cerebro, que se llama respeto y que tan solo dibuja un horizonte llamado libertad , amor. tolerancia, cultura y sobre todo procurar hacer más felices a quienes nos rodean intentando ser cada día mejor persona, sea hombre, mujer u homosexual. Nuestras diferencias nos complementan y son necesarias, pero la igualdad humana en el sentido de validez humana y o inteligencia jamás podrá medirse por el género si no por la capacidad, habilidades o inteligencia de cada individuo. El idiota lo será toda la vida independiente que sea hombre, mujer, o gay . Podrán ser buenos padres quienes sean capaces de educar a sus hijos y comprenderlos, independiente si la figura es paterna o materna o asexual , u homosexual. Amar, soñar, llorar, sentir, crecer,leer y cualquier acto humano que nunca nadie se olvide atañe a toda la humanidad y en eso exactamente somos igual de humanos.
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